Otan diz que Rússia violou integridade territorial na Geórgia

Órgão também estaria preocupado com o uso excessivo da força nos ataques russos

Agências Internacionais

10 de agosto de 2008 | 12h23

O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, disse que a Rússia violou a integridade territorial da Geórgia na Ossétia do Sul e usou excessivamente a força.   Veja também: Geórgia anuncia cessar fogo na Ossétia do Sul Geórgia anuncia retirada de tropas da capital da Ossétia do Sul Entenda o conflito separatista na Geórgia Assista ao vídeo no Youtube  Professor comenta a situação no Cáucaso  Galeria de fotos do conflito    A porta-voz da Otan, Carmen Romero, disse que o chefe da aliança pediu um acordo de paz urgente entre Geórgia e Rússia e o cessar fogo imediato.   De Hoop Scheffer pediu que as conversas de paz dêem o domínio territorial de volta à Geórgia.   Romero disse também que Scheffer estaria preocupado com "o uso desproporcional da força", em uma aparente referência aos ataques russos.   Mikheil Saakashvili   O presidente georgiano Mikheil Saakashvili disse que a Rússia pretende invadir seu país para assegurar rotas de suprimento de energia da Ásia central.   "Eles podem querer a Geórgia inteira", disse o presidente em entrevista a um jornal alemão. "Os russos precisam controlar as rotas de energia da Ásia central e do Mar Cáspio", disse na entrevista que será publicada na edição de segunda-feira, 11.   "Além disso, eles querem se livrar de nós, ele querem uma mudaça de regime", disse. "Todo movimento democrático nessa região deve cair."   Ele ainda acrescentou que falou com o presidente dos EUA, George Bush, e que ele declarou "apoio total" à Geórgia. "ele entende que tudo isso não tem a ver apenas com a Geórgia, mas também é uma agressão contra a América", acrescentou.    Estados Unidos   Os Estados Unidos têm a intenção de apresentar neste domingo, 10, ao Conselho de Segurança da ONU uma proposta de resolução condenando os ataques russos à Geórgia, mas as probabilidades de que seja aprovada são mínimas.   "Trazemos uma proposta de resolução que sabemos que não será aceita pela Rússia - membro permanente do Conselho e com direito a veto -, mas talvez consiga o apoio dos outros 14 membros", disseram fontes diplomáticas, antes do início de uma nova reunião do principal órgão da ONU.   Esta reunião de urgência é a quarta convocada em três dias sobre o conflito entre a Geórgia e a Rússia, e a primeira na qual há a proposta do texto de uma resolução, já que, até agora, se trabalhava em uma declaração conjunta de pedido de cessar-fogo.    Os Estados Unidos também advertiram à Rússia que, se continuar com os ataques na Geórgia, as relações com seu país e com outros da comunidade internacional "serão afetadas", ao mesmo tempo em que reivindicou a "intervenção imediata da ONU" para interromper o conflito.   "Os Estados Unidos pedem que a Rússia considere cuidadosamente as implicações desta agressão contra o soberano e democrático Estado da Geórgia", acrescentou hoje o embaixador dos EUA, Zalmay Khalizad, diante do Conselho de Segurança.   Atualizada às 13h45

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