Otan, Inglaterra, Irã e UE pedem o fim do conflito no Cáucaso

Governos e entidades, preocupados com os acontecimentos, clamam pelo início do diálogo entre os países

EFE

09 de agosto de 2008 | 17h35

Representantes internacionais pediram neste sábado para que tanto Rússia quanto a região separatista da Ossétia do Sul cessem o confronto armado e partam imediatamente para o diálogo. Entre os que se manifestaram estão representantes da Comunidade Européia, do Reino Unido, do Irã e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A Otan insistiu neste sábado, 9, na chamada feita por seu secretário-geral, Jaap de Hoop Scheffer, e pediu a todas as partes envolvidas no conflito da região separatista georgiana da Ossétia do Sul, incluindo a Rússia, que negociem e abandonem a violência imediatamente. A porta-voz adjunta da Aliança Atlântica, Carmen Romero, reiterou à Agência Efe a mensagem da sexta-feira, 8, por De Hoop Scheffer e lembrou que a Otan "sempre apoiou a integridade territorial da Geórgia."   Veja também:Medvedev diz a Bush que Geórgia deve retirar exércitoPolônia pede convocação de cúpula da UE sobre Ossétia do SulRússia ataca cidade da Geórgia fora da região de conflitoConflito na Geórgia cresce em outra província separatistaPresidente georgiano propõe fim imediato das hostilidadesMedvedev anuncia ofensiva russa para 'impor a paz' à GeórgiaEntenda o conflito separatista na Geórgia Assista ao vídeo no Youtube  Professor comenta a situação no Cáucaso  Galeria de fotos do conflito  Romero explicou que a Aliança está acompanhando de perto a evolução dos eventos e que acredita que os esforços diplomáticos internacionais darão resultados. "Esperamos o fim imediato das operações militares e que seja retomado o diálogo", acrescentou. A porta-voz disse que, por enquanto, a Otan não estuda a possibilidade de realizar um conselho extraordinário para reunir os embaixadores dos países da organização. O Governo da Geórgia, país que busca entrar na Otan, é considerado o principal aliado dos Estados Unidos na região do Cáucaso. O Executivo georgiano manifestou diversas vezes sua esperança de poder entrar na Aliança a curto prazo, a que a Rússia se opõe abertamente. O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Hassan Ghashghavi, pediu no sábado, 9, a cessação imediata dos enfrentamentos na região separatista georgiana da Ossétia do Sul. Ghashghavi, citado pela agência de notícias iraniana "Mehr", disse que a República Islâmica do Irã está preocupada com os combates e pediu o envio de ajuda à população civil afetada pelo conflito. "O agravamento deste tipo de crise e suas conseqüências negativas podem afetar a estabilidade e a segurança de toda a região do Cáucaso", advertiu o iraniano, que expressou sua confiança de que o dialogo e as soluções pacificas podem resolver esse conflito. Além disso, o porta-voz iraniano disse que seu país esta disposto a dar qualquer tipo de assistência para ajudar na restauração da paz e da segurança na região. O ministro de Exteriores britânico, David Miliband, também reforçou o pedido, neste sábado, para que os Governos da Rússia e da Geórgia parem os combates e comecem negociações de paz "o mais rápido possível". Em comunicado, Miliband, que está em conversas com ministros na Europa e nos Estados Unidos, anunciou que enviará à Geórgia o representante britânico para o Cáucaso Sul, Brian Fall, como parte da missão da União Européia (UE) e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). O ministro disse que o Governo britânico está "profundamente preocupado" com a violência na Geórgia, e disse que a escalada dos combates é "perigosamente desestabilizadora" e há risco de baixas civis em grande escala. As notícias de combates e bombardeios fora da Ossétia do Sul são especialmente preocupantes, porque indicam uma extensão do conflito, afirmou. "O Reino Unido analisará com todos seus parceiros como deter a propagação da violência, garantir um cessar-fogo e impulsionar as negociações", disse Miliband na nota. O sábado também contou com o pronunciamento do secretário-geral do Conselho da Europa, Terry Davis, que disse que um "cessar-fogo total é a única maneira de acabar com os assassinatos", em relação ao conflito gerado entre a Rússia e a Geórgia devido à crise na região separatista georgiana da Ossétia do Sul. "Peço que todos parem de disparar e bombardear e se sentem ao redor de uma mesa" de negociações, afirma, em comunicado divulgado pelo Conselho da Europa. Davis lembra que "Geórgia e a Federação Russa, como membros do Conselho da Europa, se comprometeram a buscar soluções pacíficas para os conflitos, tanto internos quanto internacionais" e reitera sua preocupação com as notícias de "centenas de pessoas assassinadas na Geórgia".

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