Otan nega reforço de frota naval no Mar Negro

Organização rechaça acusação russa e afirma que embarcações integram manobra de rotina na costa da Geórgia

Agências internacionais,

28 de agosto de 2008 | 11h23

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) rejeitou nesta quinta-feira, 28, as críticas feitas pela Rússia ao envio de navios de guerra ao Mar Negro e assegurou que as quatro embarcações que ali estão participam de uma manobra militar de rotina longe da costa da Geórgia. O local tornou-se o novo foco de tensão entre Rússia e Ocidente depois de Moscou ter anunciado na quarta-feira que posicionaria sua frota na região como "medida de precaução". O anúncio foi feito depois que comandantes russos alertaram para o aumento do número de navios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) - a aliança militar ocidental - no local. Veja também:UE ameaça Rússia com sanções por crise na GeórgiaLondres: Moscou deve evitar nova Guerra FriaEntenda o conflito separatista na Geórgia A aliança confirmou a presença de quatro de seus navios de guerra na região, alegando que as embarcações estavam no local para "treinamento". "Não há incremento da frota naval da Otan no Mar Negro", assegurou Carmen Romero, porta-voz da aliança atlântica. "A Otan está conduzindo uma manobra militar de rotina, planejada com antecedência, limitada ao oeste do Mar Negro. A manobra não tem relação com a crise na Geórgia", prosseguiu.  A Rússia e a Geórgia travaram uma breve guerra no início de agosto. O conflito começou depois que tropas georgianas tentaram recapturar a região separatista da Ossétia do Sul, onde vivem dezenas de milhares de cidadãos russos. Forças russas invadiram então a Geórgia e expulsaram as forças do país vizinho da Ossétia do Sul. Três fragatas - da Alemanha, da Espanha e da Polônia - entraram no Mar Negro no último dia 21. Esta semana, um navio de guerra dos Estados Unidos chegou à região. A Rússia ligou a visita à entrega de ajuda humanitária à Geórgia por outros dois navios militares dos EUA e acusou a Otan de promover um incremento de forças navais em violação a acordos internacionais vigentes.  Carmen afirmou que a Otan fez a requisição de trânsito pelo Mar Negro em junho e observou que os navios ficarão menos 21 dias para manobras com as marinhas de Bulgária e Romênia, como requer a Convenção de Montreux, tratado de 1936 que rege a passagem de embarcações militar pelo Estreito de Bósforo. "Dado o estabelecimento de forças da Otan na área do Mar Negro, a frota russa também começou a tomar medidas para vigiar sua atividade", afirmou o chefe-adjunto do Estado-Maior russo, Anatoli Nogovitsin.

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