Pais de Madeleine acreditam que são espionados

Gerry e Kate McCann suspeitam de ação conjunta de oficiais britânicos e portugueses no Reino Unido

Agências internacionais,

20 de setembro de 2007 | 10h31

Os médicos britânicos Kate e Gerry McCann, pais de Madeleine, a garota britânica desaparecida desde o último dia 3 de maio no sul de Portugal, suspeitam que estão sendo espionados.   Veja também: DNA em porta-malas pertece aos irmãos de Madeleine Falhas no caso Madeleine Cronologia  A edição do jornal britânico The Guardian desta quinta-feira, 20, aponta as suspeitas do casal um dia depois da Procuradoria portuguesa anunciar que os pais da menina não serão mais interrogados. Segundo o porta-voz da família, Clarence Mitchell, a decisão foi "encorajadora". A Procuradoria portuguesa negou que estejam previstos novos interrogatórios de Kate e Gerry McCann, acrescentando que também que não serão aplicadas novas medidas cautelares contra o casal. Entretando, o jornal afirma que o casal suspeita que os seus telefonemas e equipamentos eletrônicos estariam "grampeados". Além dos telefones celulares e fixos, o casal acredita que os detetives vêm espionando os e-mails e a correspondência que recebem em sua casa em Rothley no condado de Leicestershire. Os McCann ainda contam com a possibilidade de que todos os seus movimentos estariam sendo estudados pela polícia portuguesa, em conjunto com a Scotland Yard. O Guardian aponta ainda que investigadores portugueses já haviam espionado os pais de Madeleine na Praia da Luz, onde a britânica desapareceu.   Provas descartadas Na quarta-feira, o tablóide britânico The Sun afirmou que as amostras de DNA encontradas no veículo alugado pelos pais de Madeleine pertenciam aos irmãos da menina, Sean e Amelie. O jornal traz ainda a versão da Polícia Judiciária portuguesa, argumentando que no porta-malas do carro foram transportadas fraldas, brinquedos e outros objetos dos gêmeos, que teriam o mesmo mapa genético que a irmã mais velha. A família questionou a qualidade das amostras analisadas, argumentando que o veículo foi usado para transportar os pertences de Madeleine quando a família deixou o quarto de hotel em que a família estava hospedada e que o DNA presente em algum dos objetos, como os restos de suor nas sandálias de Madeleine, poderiam ser responsáveis pelos indícios supostamente encontrados. O material teria sido determinante na decisão da Polícia portuguesa de declarar Kate e Gerry suspeitos do desaparecimento da filha de 4 anos. Os investigadores portugueses suspeitam que os McCann podem estar envolvidos na morte acidental de sua filha, depois que cães especialmente treinados pela Polícia britânica detectaram vestígios de cadáver em seu automóvel, apartamento e em bens pessoais. Gerry e Kate consideram absurdas as acusações e afirmam que Madeleine foi seqüestrada. Eles insistem ainda que a polícia não deveria deixar de buscá-la viva.

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