Arquivo/AP
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Pais de Madeleine assistem a julgamento de ex-inspetor do caso

Objetivo da audiência é retirar do mercado livro que acusa o casal de envolvimento com o sumiço da menina

Efe,

12 de janeiro de 2010 | 14h24

Os pais da menina britânica Madeleine McCann, que desapareceu em Portugal, foram nesta terça-feira, 12, ao julgamento da providência cautelar sobre a proibição de venda de um livro do ex-inspetor da Polícia portuguesa Gonçalo Amaral, que trata sobre o caso da criança.

 

O julgamento começou em Lisboa nesta terça, depois de ter sido adiado, em dezembro, por motivo de doença do advogado do ex-policial. Gerry McCann, pai da menina, deve assistir às sessões que acontecerão entre estas terça e quarta, enquanto Kate, sua esposa, comparecerá na audiência da quinta-feira.

 

No processo, o casal McCann alegará que o livro Maddie - A Verdade da Mentira e o vídeo com o mesmo título baseado em um documentário transmitido pelo canal português de televisão TVI, divulgam a tese do ex-inspetor Amaral sobre o envolvimento dos pais de Madeleine no desaparecimento da menina.

 

Os pais de Madeleine McCann pretendem retirar o livro definitivamente do mercado depois que, em 9 de setembro, o Tribunal Civil de Lisboa proibiu a venda de forma cautelar. O casal apresentará ainda outra acusação contra Gonçalo Amaral, devido a declarações consideradas difamatórias e pelas quais solicitam 1,2 milhão de euros de indenização

 

No livro, publicado em 2008, Amaral acusa os pais de Madeleine de envolvimento na suposta morte da menina e lançava a suspeita de que o casal teria participado da ocultação do cadáver.

 

Madeleine McCann estava a ponto de completar quatro anos quando desapareceu de um quarto na praia do Algarve (sul de Portugal), em maio de 2007. Gonçalo Amaral fez parte da equipe de pesquisadores que tentou averiguar o que tinha acontecido com a garota.

 

Gerry e Kate McCann, que declararam desde o início que a filha tinha sido raptada, foram considerados suspeitos formais em setembro de 2007, mas foram desculpados em julho de 2008, por falta de provas para sustentar a hipótese que a menina tivesse morrido acidentalmente.

 

O Ministério Público de Portugal arquivou o processo, que poderia ser reaberto se surgissem novos dados consistentes sobre o desaparecimento da menina.

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