Pais de Madeleine contratam detetives para procurar a filha

Eles solicitaram ajuda apesar da legislação portuguesa proibir a abertura de investigações privadas paralelas

Agências internacionais,

24 de setembro de 2007 | 07h00

Os pais da menina britânica Madeleine McCann, desaparecida em maio no sul de Portugal no dia 3 de maio, contrataram uma agência de detetives particulares para procurar a filha. A informação foi publicada nesta segunda-feira, 24, em vários jornais do Reino Unido.   Veja também:  Falhas no caso Madeleine Cronologia    Segundo o jornal The Daily Telegraph, Gerry e Kate McCann teriam procurado há quatro meses a companhia Control Risk Group (CRG), que emprega ex-membros das forças especiais britânicas SAS (Special Air Service).   Segundo uma fonte próxima ao casal, a agência mantém contato regularmente com os pais, que não confiam na capacidade da polícia portuguesa para encontrar a menina.   O casal de médicos britânicos solicitou a ajuda dos detetives apesar de a legislação portuguesa proibir a abertura de investigações privadas paralelas à da polícia. A empresa concentra suas pesquisas em outros países, como Espanha e Marrocos, onde a menina de 4 anos teria sido vista.   "A Control Risk ofereceu seus serviços aos McCann. Podemos supor que está fazendo algumas coisas que a polícia portuguesa não faz", disse a fonte.    Madeleine no Marrocos   No domingo, vários jornais britânicos informaram que Madeleine foi vista por duas pessoas em Marrakech, seis dias após desaparecer sem deixar rastros. Um turista britânico procurou a polícia portuguesa para informar que tinha visto, num posto de gasolina da cidade marroquina, uma menina que se parecia muito com Madeleine.   A turista norueguesa Marie Pollard também se disse convencida de que uma menina que viu no Marrocos era Madeleine.   Os investigadores portugueses suspeitam que os McCann podem estar envolvidos na morte acidental de sua filha. O casal foi declarado suspeito do desaparecimento da menina após cães especialmente treinados pela polícia britânica detectarem cheiro de cadáver em seu carro, apartamento e objetos pessoais.   Madeleine desapareceu enquanto dormia com seus dois irmãos, de 2 anos, num apartamento de um complexo turístico no Algarve, no sul de Portugal.   Gerry McCann, que insiste na sua inocência e da esposa, acredita que o seqüestrador já estava no apartamento quando ele foi verificar se Madeleine e seus irmãos estavam dormindo, segundo publico a edição da última sexta-feira do jornal britânico Evening Standard.    O pai da menina, que na noite do desaparecimento estava jantando com sua esposa e alguns amigos em um restaurante próximo, foi ver se seus filhos estavam dormidos às 21h05, e viu que as crianças estavam bem.   A porta do quarto estava aberta e, embora naquele momento não tenha achado nada estranho, hoje diz ter certeza de que ele havia fechado a mesma.   Gerry disse aos amigos que está convencido de que o seqüestrador abriu o quarto e se escondeu no banheiro do quarto do casal quando ouviu seus passos. A hipótese dos McCann e dos amigos britânicos que passavam férias com eles é que o seqüestrador entrou pelo pátio e depois saiu por uma janela carregando a menina.

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