Pais de Madeleine retomam buscas pela filha em Portugal

Kate e Gerry McCann estão convencidos de que a menina desaparecida há mais de dois anos continua viva

EFE

23 de setembro de 2009 | 15h21

Os pais de Madeleine McCann, que há mais de dois anos sumiu em Portugal, voltaram nesta quarta-feira, 23, ao país e anunciaram que pretendem retomar as buscas pela filha.

 

Kate e Gerry McCann se mostraram convencidos de que Madeleine continua viva. Em uma surpreendente entrevista coletiva, eles também disseram ter esperança de ver reforçada a procura pela menina, que desapareceu de um quarto de hotel quando estava prestes a completar 4 anos.

 

"Só queremos melhorar as buscas por Madeleine, independentemente de caso ser reaberto ou não", declarou Kate, que pela primeira vez voltou à Portugal desde que saiu precipitadamente do país quando, em setembro de 2007, foi declarada suspeita no caso.

 

"As provas foram revistas e não há evidências de que Madeleine esteja morta. Não há provas de que estejamos envolvidos em uma morte. É a mensagem que esperávamos", disse Gerry McCann, que, no entanto, afirmou que seria bom reabrir o caso, formalmente fechado pela Justiça portuguesa há mais de um ano.

 

Visivelmente emocionada, Kate McCann reconheceu que visitar Portugal foi um passo difícil, mas "positivo", e afirmou que não perde a esperança de encontrar sua filha devido a outros casos de desaparecimentos resolvidos muitos anos depois."Muitas coisas causaram distrações (na busca da menina) e o importante é que Madeleine não caia no esquecimento", defendeu Kate.

 

O pai de Madeleine antecipou que há "novas informações" sobre o caso que ele e a esposa não podem divulgar e ressaltou a importância de que as investigações continuem. Segundo Gerry McCann, a família conta com uma equipe de investigadores que seguem em busca de pistas de Madeleine há um ano.

 

Os McCann também falaram sobre o livro do ex-inspetor português Gonçalo Amaral sobre o caso, cuja venda foi proibida este mês em Portugal e que acusa o casal de envolvimento em uma suposta morte e ocultação do cadáver da menina.

 

"Talvez a maioria dos portugueses tenha acreditado no contexto do livro, contra o qual abrimos ações judiciais. Acho que é importante que o processo judicial demonstre que não há provas", disse o pai.

Amaral foi o responsável pela investigação sobre o desaparecimento de Madeleine durante vários meses, até ser afastado e aposentado antecipadamente.

 

Os advogados dos McCann em Portugal, Rogério Alves e Isabel Duarte, que também participaram na entrevista coletiva, mostraram-se confiantes em que Amaral será condenado a pagar a indenização de 1,2 milhão de euros pedida pelo casal.

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