Países da UE aprovarão hoje acordo entre Geórgia e Rússia

Trégua entre os países foi acertada com a mediação do presidente francês; ajuda humanitária será analisada

Efe,

13 de agosto de 2008 | 05h39

Os ministros de Relações Exteriores dos 27 países-membros da União Européia realizam nesta quarta-feira, 13, um encontro extraordinário no qual aprovarão a trégua entre Rússia e Geórgia, acertada com a mediação da Presidência francesa do bloco, e avaliarão as necessidades de ajuda humanitária para atender às vítimas do conflito. Veja também:Rússia inicia interrogatório de presos de guerra georgianosCapital da Ossétia do Sul tem noite tranqüila após fim de conflitoNas ruas de Gori, um retrato da destruiçãoGeórgia aceita versão modificada do plano de cessar-fogoGeorgianos protestam contra ofensiva russa  Refugiados chegam a 100 mil, diz ONUOuça o relato de Lourival Sant'Anna  Imagens feitas direto de Gori, na Geórgia  Godoy e Cristiano Dias comentam conflito  Entenda o conflito separatista na Geórgia  Rússia e Geórgia aceitaram na terça-feira o plano apresentado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, em nome da União Européia (UE) e que prevê o retorno das tropas russas e georgianas a suas posições anteriores ao conflito. Sarkozy, que mediou as negociações na qualidade de presidente rotativo da UE, conseguiu o consentimento de ambos os países com o plano, após visitas a Moscou e Tbilisi, nas quais se reuniu com os presidentes russo, Dmitri Medvedev, e georgiano, Mikhail Saakashvili. Pouco antes da chegada de Sarkozy a Moscou, na terça-feira, Medvedev tinha anunciado o fim das operações militares russas na Geórgia. Os 27 países-membros da União Européia foram convocados pela Presidência francesa no final de semana passado, perante o recrudescimento das hostilidades na Geórgia, com o objetivo de definir a posição da UE perante a crise. O aval do bloco reforçará as possibilidades de o acordo ser respeitado por ambas as partes. Os países-membros também aproveitarão para avaliar a situação humanitária em conseqüência da guerra, com especial atenção aos feridos e à população deslocada, e tentarão determinar o que pode ser feito pela UE para aliviar a crise. Os ministros discutirão a possibilidade de recorrer ao chamado "instrumento de flexibilidade" do orçamento comunitário para responder às necessidades mais urgentes e também, escutarão as propostas da Comissão Européia a esse respeito. O porta-voz de Desenvolvimento do bloco, John Clancy, indicou que Bruxelas tem uma margem de 2 milhões de euros para ajudas de emergência, mas disse que é preciso esperar por mais informações sobre a situação.

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