Papa celebra missa da Assunção de Nossa Senhora em Castel Gandolfo

Segundo o pontífice, essa festividade 'é uma das mais importantes do ano litúrgico'

Efe

15 de agosto de 2010 | 09h03

Conselho. "Nós somos hoje conscientes que o termo céu não é uma referência a qualquer lugar do universo, a uma estrela ou a qualquer outra coisa", disse o Papa

 

 

CIDADE DO VATICANO - O papa Bento XVI celebrou neste domingo, 15, a missa da Assunção da virgem Maria na pequena igreja paroquial de San Tommaso di Villanova, na localidade de Castel Gandolfo, a 30 quilômetros de Roma, onde passa férias de verão.

 

Na primeira fila da celebração estava o irmão do Pontífice, o monsenhor Georg Ratzinger.

 

Para o papa a festividade da Assunção de Maria "é uma das mais importantes do ano litúrgico" e lembrou que em 1º de novembro deste ano comemora-se o 60º aniversário da declaração dogmática feita pelo papa Pio XII da Assunção ao céu da virgem Maria.

 

Com este dogma, o papa explicou na homilia, "nós acreditamos que Maria, como Cristo seu filho, venceu a morte e triunfa na glória celeste na totalidade de seu ser, de sua alma e corpo". Ratzinger se referiu também à concepção do céu.

 

"Nós somos hoje conscientes que o termo céu não é uma referência a qualquer lugar do universo, a uma estrela ou a qualquer outra coisa".

 

"Com o termo céu - prosseguiu o papa - nos referimos a algo maior e difícil de definir com nossos limitados conceitos humanos. Com o termo céu queremos afirmar que Deus não nos abandona nem sequer na morte".

 

"Para compreender um pouco melhor esta realidade devemos olhar para nossa própria vida: nós sabemos que uma pessoa, quando morre, continua subsistindo de alguma maneira na memória e no coração daqueles que a conheceram e a amaram", explicou.

 

Mas essa pessoa existe como "uma sombra" porque esta sobrevivência está destinada a terminar. Deus não passa jamais e nós existimos na força de seu amor, matizou.

 

Segundo Bento XVI, "nossa serenidade, nossa esperança, nossa paz está sobre isso; em Deus, em seu pensamento, e em seu amor, não sobrevive a sombra de nós mesmos, mas nele, em seu amor criador, nós somos custodiados e introduzidos com toda nossa vida, com todo nosso ser na etrnidade".

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