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Andrew Medichini/AP
Andrew Medichini/AP

Papa era mais próximo de casos de abuso do que se pensava, diz NYT

Jornal americano revela que Bento XVI sabia de retorno de padre pedófilo antes de tratamento

estadão.com.br

26 de março de 2010 | 09h22

NOVA YORK - O para Bento XVI estava mais próximo do acobertamento dos casos de abusos sexuais por parte de padres na Alemanha do que se pensava anteriormente, informa nesta sexta-feira, 26, o jornal americano New York Times citando um recado que o pontífice teria recebido quando era arcebispo de Munique.

 

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O cardeal Joseph Ratzinger, atual papa, foi informado por meio de recado que um padre que havia sido mandado para a terapia em 1980 por conta da prática da pedofilia havia retornado à diocese antes mesmo de iniciar o tratamento.

 

Documentos divulgados no meio de março haviam responsabilizado o reverendo Gerhard Gruber, segundo no comando da diocese depois de Ratzinger, pela volta do padre pedófilo à Igreja. O recado, cuja existência foi confirmada por duas fontes da dioceses, porém, mostra que Ratzinger não apenas aprovou a transferência do religioso que cometeu os abusos, mas também estava a par de seu retorno antes do tratamento psiquiátrico.

 

Como ele tomou a decisão e quanto interesse ele mostrou no caso do padre pedófilo não ficou esclarecido. Mas o padre Friedrich Fahr, responsável por lidar com o caso, "sempre permaneceu pessoal e excepcionalmente ligado" ao futuro papa, segundo a Igreja.

 

Bento XVI foi duramente criticado depois de o New York Times revelar que teve papel no encobrimento dos casos de pedofilia na Alemanha e nos EUA. Sobre o caso do padre alemão, Peter Hullermann, que seria mandado para a terapia, a diocese alemã reconheceu as "graves falhas" que ocorreram, embora tenha atribuído tais erros às pessoas deveriam informar Ratzinger, e não ao cardeal em si.

 

A Igreja defende o pontífice alegando que o recado era "rotineiro e não deveria ter chegado ao conhecimento de Ratzinger", segundo o padre Lorenz Wolf, vigário judicial da diocese de Munique. Wolf, porém, não pôde confirmar se o futuro para teria então lido ou não o recado.

 

Na quinta-feira, o New York Times revelou o envolvimento de Ratzinger no encobrimento do caso de um sacerdote americano que abusou de aproximadamente 200 meninos surdos. A reportagem foi baseada em cartas trocadas entre o atual para e outros membros da Igreja obtidas com exclusividade pelo jornal.

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