Papa pede aos povos do Oriente Médio que construam juntos a paz

Bento XVI comentou sobre sua viagem para o Chipre e relação com a Igreja Ortodoxa

EFE

09 de junho de 2010 | 11h52

CIDADE DO VATICANO - O papa Bento XVI defendeu nesta quarta-feira, 09, que os povos do Oriente Médio construam "juntos um futuro de paz, de amizade e de colaboração fraterna".

 

Diante dos milhares de fiéis, o Pontífice fez a manifestação na Praça de São Pedro do Vaticano na audiência pública das quartas-feiras, na qual comentou sua recente viagem ao Chipre, onde se reuniu com a exígua comunidade católica, no país de maioria ortodoxa e pediu a paz no Oriente Médio.

 

"Que o povo cipriota e as outras nações do Oriente Médio, com seus governantes e representantes das diferentes religiões, construam um futuro de paz, de amizade e de fraternal colaboração", afirmou o Pontífice.

 

O papa reiterou a necessidade de a comunidade internacional manter o compromisso de ajudar o Oriente Médio "a superar o sofrimento e o conflito que ainda aflige e reencontrar finalmente a paz na justiça".

 

Sobre a viagem, Bento XVI definiu como um "evento histórico", já que foi a primeira vez que um Bispo de Roma visitou o Chipre, a partir de onde os apóstolos Paulo e Bernabé começaram a evangelizar.

 

A viagem à ilha foi para confirmar a fé das pequenas igrejas católicas do rito oriental, que vivem entre muçulmanos, judeus e ortodoxos.

 

Bento XVI reiterou a necessidade da unidade dos cristãos e lembrou que nos encontros com o chefe da Igreja Ortodoxa Cipriota, Crisostomos II, defendeu essa unidade, ao considerar que a divisão é um escândalo e tira credibilidade na hora de divulgar o Evangelho.

 

O papa Ratzinger e Crisostomos II sublinharam o "irreversível e recíproco" compromisso ecumênico e o Pontífice insistiu na necessidade de potenciar as relações entres as igrejas católicas e as ortodoxas.

 

Bento XVI pediu aos milhares de fiéis presentes que rezem pelos sacerdotes neste ano sacerdotal, que encerrará oficialmente na próxima sexta-feira no Vaticano com uma missa solene na qual devem assistir mais de 10 mil padres de todo o mundo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.