Papa pede Europa mais cristã e defende a família tradicional

Em seu discurso, Bento XVI também pede uso moral da ciência e prudência no caso de Kosovo

Efe,

07 de janeiro de 2008 | 13h44

O Papa Bento XVI analisou nesta segunda-feira, 7, a situação internacional durante uma audiência com o corpo diplomático credenciado no Vaticano, diante do qual defendeu a família tradicional, ou seja, aquela formada por um homem e uma mulher e reforçou as origens cristãs da Europa.      Veja também:  Papa pede esforços para conter programa nuclear iraniano     Em um longo discurso em francês, Bento XVI analisou tanto casos concretos nos vários continentes como as linhas gerais do Vaticano em assuntos como família e ciência.   O Pontífice destacou sua visita ao Brasil no ano passado, onde foi realizada a 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-americano (Celam), no qual pôde "perceber grandes sinais de esperança para o continente, e, ao mesmo tempo, motivos de preocupação".   O Papa falou dos povos desabrigados pelos desastres naturais, entre os quais citou o México, devastado por vários furacões, e o Peru, devido ao terremoto ocorrido há alguns meses, e pediu "um compromisso comum e um esforço" para ajudá-las.   Quanto à Europa, Bento XVI citou o Kosovo, que exige a independência da Sérvia, e pediu que "sejam levadas em conta as legítimas reivindicações das partes". Depois, disse que a União Européia abriu uma nova etapa em sua cúpula de Lisboa.   A Europa "só será um lugar agradável para viver se for construída sobre uma sólida base cultural e moral de valores comuns extraídos de nossa história e tradições", disse o Papa, exigindo que "as raízes cristãs do continente não sejam renegadas".   O Pontífice expôs sua visão sobre a liberdade humana e afirmou que esta é garantida pela ordem e o direito, mas apenas se os fundamentos deste estiverem "solidamente ancorados no direito natural, instituído por Deus".   Depois acrescentou: "Quero lembrar, junto a muitos pesquisadores e cientistas, que as fronteiras da bioética não impõem uma escolha entre ciência e moral, mas exigem um uso moral da ciência".   Após comemorar a moratória sobre a pena de morte aprovada pela Assembléia Geral da ONU, pediu "um debate público sobre o caráter sagrado da vida humana".   "Lamento, mais uma vez, os preocupantes ataques contra a família constituída por um homem e uma mulher. Os dirigentes políticos, de qualquer partido, devem defender esta instituição fundamental, célula base da sociedade", ressaltou.   Bento XVI acrescentou que "até mesmo a liberdade religiosa está freqüentemente comprometida" e denunciou que "há lugares onde ela não pode ser plenamente exercida.

Tudo o que sabemos sobre:
Bento XVIKosovoCristãos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.