Papa pede libertação de reféns cristãos no Afeganistão

Há dez dias, um grupo de 22 sul-coreanos está seqüestrado; na quarta, rebeldes mataram o líder do grupo

29 Julho 2007 | 15h32

O papa Bento XVI fez neste domingo, 29, um apelo pela libertação de reféns sul-coreanos no Afeganistão, condenando a exploração de pessoas inocentes como uma "grave violação da dignidade humana".   Rebeldes da milícia Taleban capturaram voluntários cristãos de um ônibus ao sul de Cabul há 10 dias. Eles mataram o líder do grupo na quarta-feira e disseram que os outros 22 reféns terão o mesmo destino, a menos que militantes presos sejam libertados.   "Infelizmente, a prática comum de explorar pessoas inocentes...está se espalhando entre grupos armados", disse o papa a uma multidão reunida diante de sua residência de verão, perto de Roma. "É uma grave violação da dignidade humana, que se choca com todos os elementos da norma da civilidade e dos direitos e gravemente ofende a lei divina."   Os talebans se negaram a dialogar por mais tempo sobre o destino dos sul-coreanos que continuam sob seu poder no leste do Afeganistão, segundo declarou neste domingo à Efe um porta-voz da milícia.   "Já não é preciso dialogar. Entregamos nossa lista de presos e esperamos uma resposta positiva", assegurou Qari Yousef Ahmadi, que pede a libertação de um grupo de talebans detidos em troca dos sul-coreanos seqüestrados.   Ahmadi advertiu no sábado as autoridades de que o uso da força para resgatar os missionários, que já estão há dez dias seqüestrados, só serviria para causar a morte imediata deles.   "Temos força suficiente para defender nossa posição, mas se tentarem nos atacar não conseguirão levá-los vivos", tinha dito Ahmadi.   Execução   Poucas horas após descartar o diálogo, os talebans marcaram o meio-dia desta segunda-feira (4h30 em Brasília) como o prazo final para começar a executar os 22 reféns sul-coreanos, se as autoridades não concordarem em trocá-los por presos rebeldes, informou neste domingo à Efe um porta-voz da milícia.   "O Governo de Cabul não levou este assunto muito a sério. Portanto, decidimos marcar um prazo final: meio-dia de amanhã",disse Mohammed Youssef Ahmadi, porta-voz do taleban.

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