ALESSANDRO DI MEO/ EFE/EPA
ALESSANDRO DI MEO/ EFE/EPA

Papa pede por uma política comum de imigração em face do 'egoísmo nacionalista'

Discurso aconteceu durante encontro com a presidente grega Katerina Sakelaropulu e o primeiro-ministro, Kyriakos Mitsotakis

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2021 | 11h02

O Papa Francisco chegou hoje, 4, em Atenas, na Grécia para uma viagem de dois dias e meio para visitar a ilha de Lesbos, um símbolo da crise migratória, e em seu primeiro discurso acusou o "egoísmo nacionalista" na Europa, ao advertir que há um “retrocesso da democracia” e não apenas no continente europeu.

Vindo do Chipre, onde passou dois dias denunciando a indiferença ao drama da imigração, Francisco fez um discurso bastante político às autoridades gregas após se reunir com a presidente, Katerina Sakelaropulu, e o primeiro-ministro, Kyriakos Mitsotakis. "Perante a chegada de migrantes, a Europa “continua a vacilar: a comunidade europeia, dilacerada pelo egoísmo nacionalista, por vezes aparece bloqueada e descoordenada, em vez de ser um motor de solidariedade”, declarou o Pontífice no palácio presidencial da capital grega.

Citando o clima, a pandemia, o mercado comum e a pobreza generalizada, o Papa repetiu que a comunidade internacional requer "colaboração concreta e ativa" por meio de um "multilateralismo que não seja sufocado por excessivas pretensões nacionalistas".

Perante a devastação da crise climática, Francisco declarou-se triste por ver “numerosas oliveiras centenárias consumidas pelos incêndios, muitas vezes provocados por condições climatéricas desfavoráveis” e disse esperar que “os compromissos feitas na luta contra as mudanças climáticas não são apenas uma fachada."

No domingo, 5, Francisco planeja visitar a ilha de Lesbos novamente para encontrar migrantes, como fez em 2016./AFP, EFE

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