Papa teme acesso de terroristas a armas nucleares

Bento XVI mostra sua preocupação com a violência mundial, principalmente com armas de destruição em massa

Efe e Associated Press,

07 de janeiro de 2008 | 12h00

Em discurso feito nesta segunda-feira, 7, o papa Bento XVI expôs ao mundo a necessidade de evitar que terroristas tomem posse de armas de destruição em massa e pediu a continuação dos esforços diplomáticos para controlar o programa nuclear liderado pelo Irã.      Veja também:   Papa pede Europa mais cristã e defende família tradicional   "Eu gostaria de apressar a comunidade internacional a criar um comitê de segurança global", disse o papa. "Um esforço mútuo que envolveria todas as partes de todos os Estados para se certificar que os terroristas não tenham acesso à armas de destruição em massa, pois assim, o regime de não-proliferação de armas nuclear seria fortalecido e se tornaria mais eficaz."   O papa voltou a tocar no assunto sobre a negociação do programa nuclear adotado pelo Irã, que os Estados Unidos e outros países alegam que há a intenção de construir armas atômicas. Teerã insiste que seu programa nuclear é pacífico.   "Também gostaria de expressar meu apoio à busca continua e ininterrupta do caminho da diplomacia que pretende resolver a questão do programa nuclear no Irã usando, para isso, a transparência, confiança mútua e negociações de boa fé", complementou Joseph Alois Ratzinger, o papa Bento XVI.   Ratzinger disse aos embaixadores que as medidas também precisam reduzir o uso de quaisquer armas e lidar melhor com os problemas humanitários causados pelo acúmulo de armamentos.   Em seu discurso, o papa condenou os freqüentes ataques sofridos pela comunidade cristã iraquiana, dizendo que o país precisa de uma reforma constitucional que garanta o direito da minoria.   O líder religioso destacou, ainda, a conferência de Annapolis, nos Estados Unidos, e disse que se observam sinais de "abandono do recurso a soluções parciais ou unilaterais, em benefício de uma visão global, respeitosa com os direitos e os interesses da região.   Bento abordou muitas crises mundiais e apelou por paz e diálogo, principalmente em determinados pontos, como o Quênia, Myanmar e a região de Darfur.

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