Para advogado, Fritzl não é responsável por seus atos

Austríaco é acusado de ter violentado e mantido em cárcere privado sua filha de 24 anos em porão

EFE

04 de maio de 2008 | 13h53

O advogado de Josef Fritzl, o aposentado austríaco acusado de ter violentado e mantido em cárcere privado sua filha Elisabeth Fritzl  ,de 24 anos, em um porão, afirma que seu cliente não é responsável por seus atos e que deve ir para uma instituição psiquiátrica.   "Minha opinião pessoal é que Josef Fritzl é um doente mental e portanto não é responsável por seus atos. Meu cliente não deve ser colocado em uma prisão, mas em uma instituição psiquiátrica", disse Rudolf Mayer ao jornal "Bild am Sonntag".   O jurista, conhecido em seu país por defender casos criminais especialmente complexos, adverte que, em caso de o legista do Tribunal não ver o fato assim, "estuda" recorrer a um especialista próprio para que ratifique essa "opinião pessoal".   Segundo Mayer, seu cliente "não é um monstro, mas uma pessoa", embora para muitos o que fez exceda a sua compreensão, e que sua primeira impressão quando o visitou na prisão onde está preventivamente foi que se tratava de um "patriarca".   O advogado afirma, além disso, ter recebido cartas ameaçadoras por sua decisão de defender o chamado "carcereiro de Amstetten", que manteve sua filha trancada e teve com ela sete filhos.   Mayer lembra que seu defendido admitiu as acusações de incesto e de ter trancado sua filha, mas que se defenderá de outros, como "assassinato por negligência".   Segundo "Bild", no caso de prosperar sua tese da não responsabilidade Fritzl poderia ser condenado a no máximo 15 anos e sair em liberdade, em caso de boa conduta, muito antes.

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