Para Zapatero, Espanha está forte para enfrentar a ETA

Premiê pediu unidade aos espanhóis e defendeu a manutenção da linha dura no combate ao grupo separatista

Blanca Rodríguez, REUTERS

10 de outubro de 2007 | 10h56

O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, defendeu nesta quarta-feira, 10, a unidade dos espanhóis contra os separatistas bascos, depois de um ataque contra o guarda-costas de um político do País Basco na terça-feira. Ele assegurou que o Estado está preparado para combater a violência do grupo ETA (Pátria Basca e Liberdade). "Garanto ao Paralamento, à cidadania e à sociedade que o Estado democrático está muito forte para este combate e muito preparado para este combate", afirmou o político do Partido Socialista Espanhol (PSE) em pronunciamento ao Senado. Gabriel Ginés, guarda-costas do porta-voz da prefeitura de Galdácano, que também é do PSE, recupera-se de ferimentos graves e queimaduras na cabeça, no antebraço e na mão. Ele foi a principal vítima da explosão seguida de incêndio causada por uma bomba colocada no carro do político, na cidade de Bilbao. O ataque, atribuído pelos governos espanhol e basco à ETA, indica uma escalada nas recentes ações do grupo e uma volta aos atentados individuais. Diante dessa situação, Zapatero voltou a defender a unidade de todos os partidos para fazer frente às ameaças etarras. "É muito conveniente a unidade entre os democratas e o máximo consenso em defesa dos nossos valores para conseguirmos o objetivo que é unânime e comum a todos: ver o fim da violência e derrotar os que representam o terror, a ameaça e a coação", disse Zapatero ao Senado. InvestigaçãoAs primeiras hipóteses levantadas pelos investigadores apontam para o uso de uma bomba com ímã, provavelmente feita com amônia, colocada sob a traseira do carro de Ginés e acionada por controle remoto. Ginés teve 6% do corpo queimado e passou por cirurgias no tórax e no braço direito na tarde de terça-feira, 10, num hospital de Bilbao. O ataque ocorreu menos de uma semana depois da prisão de 17 dirigentes do proscrito partido Batasuna, considerado o braço político da ETA. O grupo separatista anunciou formalmente em junho o fim de uma trégua declarada em março de 2006. Pernando Barrena, porta-voz do Batasuna, qualificou no fim de semana as prisões como uma "declaração de guerra" do governo espanhol contra o movimento separatista basco.

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