Parente de suspeitos chechenos por bombas em Boston acusa Rússia de complô

Um parente dos dois suspeitos de terem realizado os atentados na Maratona de Boston disseram que eles foram vítimas de um complô russo para retratá-los como terroristas chechenos operando em solo norte-americano.

MARIA GOLOVNINA, Reuters

24 de abril de 2013 | 13h53

Said Tsarnaev, residente de Grozny, a capital da turbulenta região russa da Chechênia, acusou o governo russo de enviar informações falsas para os Estados Unidos com a finalidade de enquadrar os dois suspeitos, os irmãos chechenos Tamerlan e Dzhokhar Tsarnaev.

Ele disse que a Rússia quer convencer o Ocidente de que a insurgência de islamistas na região Cáucaso do Norte, na Rússia, se tornou mundial, resultando em um ataque a um alvo norte-americano.

"Isso não teria acontecido sem o envolvimento do lado russo", afirmou Tsarnaev, de 56 anos, à Reuters em sua casa, em Grozny. "A Rússia precisava mostrar ao Ocidente, incluindo os Estados Unidos, que chechenos são terroristas ... Eles precisavam denegrir sua reputação e apresentar essas duas pessoas e todo o povo checheno como terroristas. É por isso que tudo aconteceu."

O Kremlin e as autoridades policiais russas não estavam disponíveis de imediato para comentar a declaração.

Os Estados Unidos acusam a Rússia de usar táticas duras contra a insurgência, mas o presidente russo Vladimir Putin diz que o Ocidente subestima os desafios de segurança enfrentados por Moscou.

Convencer governos estrangeiros de que eles também estão expostos aos insurgentes islâmicos do Cáucaso do Norte pode ser visto por Moscou como uma forma ganhar liberdade total para agir contra a insurgência.

Tamerlan e Dzhokhar Tsarnaev, netos de um primo de Said, são acusados ??de plantar duas bombas improvisadas perto da linha de chegada da Maratona de Boston, matando três pessoas e ferindo 282.

Tamerlan morreu em um tiroteio com a polícia e Dzhokhar foi capturado após uma caçada policial.

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