Parlamentar alemã desafia Merkel, prevê novo partido conservador

Uma parlamentar da ala conservadora dos aliados de Angela Merkel e que envergonhou a chanceler alemã com comentários sobre a Segunda Guerra Mundial afirmou neste sábado que o eleitorado receberia bem um novo partido político, ainda mais à direita que a legenda da líder.

BRIAN ROHAN, REUTERS

11 de setembro de 2010 | 11h14

A parlamentar Erika Steinbach, da União Democrata Cristã (CDU), também afirmou que o partido estava errado em condenar um membro da diretoria do banco central, Thilo Sarrazin, que pediu demissão na quinta-feira depois de acusar imigrantes muçulmanos de explorar o estado de bem-estar social da nação.

Os comentários de Steinbach, que chefia uma liga representando 12,5 milhões de alemães expulsos do Leste Europeu após a Segunda Guerra Mundial, ocorreu dias depois de ela ter defendido lobistas que culparam parcialmente a Polônia pelo início do conflito.

"Se alguém com carisma se levantar para fundar um novo partido, realmente conservador, ele facilmente ultrapassaria a barreira dos 5 por cento", afirmou a parlamentar ao jornal Welt am Sonntag, referindo-se à fatia mínima de votos que uma legenda precisa ter para ocupar cadeiras no Parlamento.

Os comentários são como um tapa na cara de Merkel, que chefia o CDU, de centro-direita, e cujas taxas de aprovação estão caindo.

Steinbach, que já disse que deixaria o comitê executivo do partido após causar polêmica devido aos seus comentários sobre a guerra, criticou a liderança de Merkel, dizendo que ela é muito centrista.

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