Parlamentares alemães diminuem restrições sobre célula-tronco

O Parlamento alemão aprovou nasexta-feira diminuir as restrições às pesquisas comcélulas-tronco, mas as mudanças não foram tão amplas quantoesperavam muitos cientistas. Segundo o projeto de lei aprovado pelo Bundestag (câmarabaixa do Parlamento), os pesquisadores poderão importarcélulas-tronco criadas antes de 1o de maio de 2007 ao invés deutilizar apenas as células existentes antes de 2002, conformeprevê a lei atual. A pesquisa com células-tronco tem gerado polêmica naAlemanha devido aos experimentos nazistas ligados à criação deuma "raça superior." Seis anos atrás, o Parlamento vetou a produção de célulasembrionárias a partir de linhagens de células-tronco jáexistentes. A fim de garantir que laboratórios estrangeiros nãoproduzissem linhagens de célula para o mercado alemão, a leitambém proibiu que os cientistas alemães manipulassem quaisquerlinhagens criadas depois de 1o de janeiro de 2002. Os cientistas reclamam que as restrições impostas naAlemanha os impedem de acompanhar os avanços mundiais no setor.E alguns pesquisadores defenderam que as atuais restriçõesfossem canceladas por completo. As leis alemãs são mais rigorosas do que as de outrospaíses europeus, entre os quais a Grã-Bretanha e a Suécia, e ospesquisadores mostraram-se frustrados com o fato de não poderemintegrar projetos internacionais que utilizem linhagens decélula criadas a partir de 2002. No entanto, os que acreditam que a vida começa na concepçãodefendem que as células deveriam ser retiradas de adultos e nãode embriões. A Conferência dos Bispos Alemães manifestou-secontrária à revisão das restrições. (Reportagem de Kerstin Gehmlich)

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