Parlamento da Geórgia aprova de estado de exceção

Governistas ratificam medida sem participação da oposição na votação; eleições são anunciadas para janeiro

Efe,

09 de novembro de 2007 | 15h12

O Parlamento da Geórgia ratificou nesta sexta-feira, 9, o estado de exceção decretado na quarta-feira pelo presidente Mikhail Saakashvili para colocar fim aos protestos da oposição na capital, que exigiam a sua renúncia. À revelia da oposição, 149 deputados governistas aprovaram por unanimidade o estado de exceção dentro do prazo de 48 horas previsto pela Constituição do país. Para ratificar o decreto presidencial eram necessários pelo menos 118 dos 225 votos dos deputados que formam a Câmara. Caso não fosse ratificado, ele sairia automaticamente de vigor. De acordo com a decisão do Legislativo, esta medida extraordinária estará em vigor até as 14h30 de Brasília de 22 de novembro, mas o chefe de Estado deu a entender na quinta, após antecipar as eleições presidenciais para janeiro, que poderia decretar a suspensão da medida antes desse prazo. O Parlamento tomou esta decisão apesar das críticas da comunidade internacional geradas pelo decreto de estado de exceção e pela violência contra manifestantes em Tbilisi. A presidente do Legislativo, Nino Burzhanadze, tinha sugerido a possibilidade de o decreto não ser ratificado pelos deputados caso as negociações com a oposição evoluíssem. Os soldados militares que tinham sido deslocados para o centro da capital georgiana após a implantação do estado de exceção em todo o país retornaram aos quartéis. O tráfego na Avenida Rustaveli, a principal de Tbilisi, foi restabelecido, e o número de policiais voltou ao nível anterior. As consultas diretas entre as autoridades e a oposição previstas para hoje - com mediação do patriarca da Igreja Ortodoxa Georgiana, Ilya II - não chegaram a ocorrer. Inicialmente, os representantes das autoridades e líderes da oposição tinham decidido realizar consultas ao meio-dia (hora local) na sede do Patriarcado da Igreja Georgiana. No entanto, no último momento resolveram se reunir separadamente com Ilya II. Após os pedidos de calma e das críticas da comunidade internacional, Saakashvili antecipou as eleições presidenciais para 5 de janeiro de 2008 e convocou um plebiscito com a finalidade de decidir a data do pleito parlamentar.

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