Parlamento da Islândia aprova negociações para adesão à UE

Premiê quer apresentar pedido de integração ao bloco até o fim do mês; decisão deve passar por referendo

Agência Estado e Associated Press,

16 de julho de 2009 | 13h05

O Parlamento da Islândia aprovou nesta quinta-feira, 15, por uma pequena margem de votos, a solicitação para que o país se torne membro da União Europeia (UE), medida que pode fazer com que o país ceda sua cultivada independência em nome da estabilidade. Integrantes do Parlamento islandês, o Althingi, decidiu por 33 votos a 28 iniciar as conversações com a UE para aderir ao bloco. Dois legisladores se abstiveram.

 

A primeira-ministra Johanna Sigurdardottir quer apresentar o pedido integração à UE até o fim do mês. Mas a decisão final sobre a adesão ao bloco de 27 países vai precisar da aprovação os islandeses por meio de um referendo.

 

O espírito de independência viking dos islandeses foi afetado no ano passado, quando o setor bancário e a moeda do país ruíram e a ilha tornou-se uma vítima da crise econômica global. A crise forçou os islandeses a considerar possibilidade de conseguir o abrigo, e também as restrições, para se tornarem parte da UE, além de adotar o euro como moeda. Sigurdardottir disse que a adesão ao bloco vai dar mais estabilidade cambial e possibilitar menores taxas de juros no país.

 

Mas muita pessoas do pequeno país, cuja maioria dos 320 mil habitantes descende dos vikings, continuam a se opor à ideia, dentre eles alguns integrantes do Movimento da Esquerda Verde, que compõe a coalizão do governo.

 

A Islândia já é parte da Área Econômica Europeia, um bloco comercial que dá aos islandeses o direito de viver e trabalhar nos países da UE mas ao mesmo tempo permite que o país tenha suas próprias políticas monetária, para agricultura e pesca. A adesão à UE poderia atingir a indústria de pesca islandesa, um dos poucos setores que sobreviveram à crise financeira e um símbolo de orgulho nacional. Se a Islândia aderir ao bloco provavelmente terá de assinar com seus companheiros de bloco políticas pesqueiras e permitir que outros pescadores europeus tenham acesso a suas águas.

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