Parlamento da Sérvia pode reconhecer o Massacre de Srebrenica

Em julho de 1995, tropas sérvias mataram 8 mil muçulmanos em vilarejo da Bósnia-Herzegovina

Associated Press

30 de março de 2010 | 13h51

BELGRADO - O Parlamento sérvio começou a discutir nesta terça-feira, 30, um pedido de desculpa formal pelo massacre de Srebrenica, durante a Guerra da Bósnia, quando 8 mil muçulmanos foram mortos pelo exército da antiga Iugoslávia. O massacre, cometido por tropas servo-bósnias em julho de 1995, é a pior matança de civis desde a Segunda Guerra Mundial.

O governo pró-ocidental da Sérvia propôs uma declaração ao Parlamento na qual oferece desculpas às vítimas. Segundo o Executivo, a medida deve contribuir com os esforços do país para se integrar à União Europeia (UE).

"Vamos fechar as portas deste passado trágico e abrir uma nova para o futuro", disse a governista Nada Kolundzija. "Precisamos deixar claro que a Sérvia não apoia quem cometeu estes crimes".

Líderes europeus têm pressionado Belgrado pela prisão do ex-general Ratko Mladic, acusado pelo Tribunal Penal da ONU de orquestrar o massacre. O líder dos sérvios na Bósnia, Radovan Karadzic, está sendo julgado em Haia, sob acusação de genocídio.

A declaração em discussão no Parlamento pede a prisão de Miladic e reconhece o massacre, mas não o caracteriza explicitamente como genocídio. O texto foi criticado tanto por nacionalistas sérvios pró-Rússia quanto por muçulmanos e políticos mais pró-Ocidente.

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