Parlamento ratifica Yulia Timoshenko como premiê da Ucrânia

Votação aberta impede novas falhas no equipamento que prejudicaram contagem de votos na semana passada

Efe,

18 de dezembro de 2007 | 10h39

Yulia Timoshenko, líder do bloco que leva seu nome, foi ratificada nesta terça-feira, 18, como primeira-ministra da Ucrânia pela Rada Suprema, o Parlamento unicameral ucraniano. A nova premiê havia perdido na última sessão convocada para a escolha por apenas um voto, diferença aparentemente provocada por problemas técnicos no sistema de votação.   A candidatura de Timoshenko, apresentada pelo presidente Viktor Yushchenko, foi apoiada por 226 dos 450 deputados, o número exato que precisava para sua aprovação e dois a menos dos que formam a estreita maioria na Rada da denominada coalizão "laranja".   Votaram a favor de Timoshenko os 156 deputados de seu bloco e 70 dos 72 legisladores da formação política do presidente, Nossa Ucrânia-Autodefesa Popular, que juntos formam uma renovada coalizão democrática das forças "laranjas".   A oposição - representada pelo Partido das Regiões, do primeiro-ministro em fim de mandato, Viktor Yanukovich, pelos comunistas e o bloco do ex-presidente da Rada Volodymyr Lytvyn -, não participou da votação, e seus deputados nem sequer se registraram.   Para evitar novos problemas técnicos, após o presidente Yushchenko voltar a apresentar a candidatura de Timoshenko, a votação foi feita por ordem alfabética e aclamação, quando cada deputado disse em voz alta sua decisão.   A própria Timoshenko afirmou antes do início da votação que o pleito representava "o momento da verdade e a prova de fogo para a coalizão democrática" e disse que receberia com calma qualquer resultado. Ela ainda qualificou o governo de Yanukovich como um grupo que "rouba o povo ucraniano", e prometeu "pôr ordem no país" caso fosse escolhida.   Yulia Timoshenko já exerceu a chefia do governo ucraniano entre fevereiro e setembro de 2005, mas seus vários atritos com a equipe de Yushchenko terminaram então com seu afastamento. Agora, a política insiste em que fez um exame de consciência e que não repetirá os erros que levaram em 2005 às lutas internas nas filas "laranjas".   As forças que protagonizaram a Revolução Laranja, os protestos maciços contra a fraude eleitoral do final de 2004, criaram uma renovada coalizão diante das eleições parlamentares de 30 de setembro, formalmente vencidas pelo partido de Yanukovich, mas que deram uma estreita maioria na Rada à aliança de Timoshenko e Yushchenko.

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