Partido ortodoxo rejeita coalizão de governo em Israel

Com rejeição do Shas, chancelerTzipi Livni poderá ser obrigada a convocar eleições sem aliança governista

Agências internacionais,

24 de outubro de 2008 | 07h50

O partido ultra-ortodoxo Shas, considerado chave nas negociações para a formação de um governo de coalizão israelense, anunciou nesta sexta-feira, 24, que não fará parte da aliança que tenta formar a ministra de Relações Exteriores, Tzipi Livni, colocando-a em sérias dificuldades para conseguir a maioria parlamentar. Depois de intensas negociações, o Shas afirmou que não conseguiu um acordo com o Kadima sobre o status de Jerusalém e sobre benefícios sociais.   Na quinta-feira, Livni fixou um ultimato para seus potenciais aliados, entre eles o Shas, para formar a coalizão governista até domingo ou convocaria eleições antecipadas para o início de 2009. "Apresentamos propostas para resolver a pobreza em Jerusalém, mas não as aceitaram", diz em comunicado o Shas para justificar sua decisão de interromper as negociações políticas e ficar de fora da coalizão governamental.   Com a recusa do Shas, restam apenas duas opções para Livni: formar uma pequena coalizão com a ajuda de pequenos grupos ultra-ortodoxos ou convocar novas eleições. A primeira-ministra já conseguiu o apoio do centro-esquerdista Partido Trabalhista. Caso consiga ficar no poder, Tzipi seria a primeira mulher a ocupar o cargo em mais de 30 anos. Pesquisas de opinião indicam que em caso de eleições antecipadas, o Partido Likud ganharia.   O apoio de partidos menores, como o dos Aposentados (com sete parlamentares) e do esquerdista Meretz (cinco), daria a Livni uma base mais ampla a fim de implementar políticas tais como a realização de um processo de paz com os palestinos. O Shas, que sempre se descreveu como a legenda que representa os israelenses pobres, exigia, como condição para unir-se a Livni, que o governo amplie em 1 bilhão de shekels (US$ 270 milhões) seus gastos com o sistema de bem-estar social.   Livni assumiria no lugar de Ehud Olmert, que renunciou devido a um escândalo de corrupção. Olmert, no entanto, continuará no cargo de premiê até a formação de um novo governo.

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