Partido Popular assume liderança em eleições locais na Espanha

Com 47% das urnas apuradas, PP tem 36%; socialistas, do premiê Zapatero, têm 28%

FIONA ORTIZ, REUTERS

22 de maio de 2011 | 17h49

Impopular no país, Zapatero deposita seu voto ao lado da esposa, em Madri

 

MADRI - O Partido Popular espanhol, de centro-direita, assumiu a liderança nas eleições locais deste domingo, 22, que devem trazer grandes derrotas para os socialistas após uma semana de protestos contra o desemprego elevado no país.

 

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Com 47 por cento dos votos apurados, o PP tem 36 por cento dos votos, enquanto os socialistas têm 28 por cento. O restante foi dividido entre um leque de partidos menores.

Dezenas de milhares de espanhóis protestaram em cidades de todo o país durante a semana inteira, exortando os eleitores a rejeitar os dois principais partidos políticos da Espanha.

No sábado à noite, cerca de 30 mil pessoas protestaram na Puerta del Sol, centro de Madri, segundo testemunhas. Analistas disseram que os protestos teriam apenas um impacto marginal sobre a votação, com as pesquisas já mostrando derrotas para os socialistas.

"Eu votei para o PP, porque os socialistas estão fazendo um trabalho muito ruim... É verdade que houve uma crise mundial, mas Zapatero não reagiu a tempo", disse Jesús Lopes, um homem aposentado que votou em Madri.

Os espanhóis vão eleger mais de 8 mil administrações de municípios e 13 das 17 câmaras regionais.

Impopular

 

O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, aplaudido no exterior por sua disciplina fiscal durante a crise da zona do euro, tornou-se impopular em seu país com a estagnação da economia.

Quase metade dos espanhóis com idades entre 18 e 25 está desempregada, mais do que o dobro da média da União Europeia.

Os socialistas devem perder em regiões como Castilla-La Mancha, ao sul de Madri, onde eles têm controlado a câmara regional ao longo de décadas, assim como em Sevilha, onde estão no poder há 12 anos.

Os socialistas, na administração nacional desde 2004, também devem perder as próximas eleições gerais, previstas para março de 2012, mas podem ter uma recuperação se grandes perdas no domingo desencadearem mudanças na liderança dentro do partido.

(Reportagem adicional de Jesús Aguado)

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