Divulgação/Álbum de Família
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Paula Oliveira é condenada a pagar multa por tribunal suíço

Brasileira que forjou agressão em fevereiro e alegou ter sofrido aborto desembolsará cerca de R$ 20 mil

Jamil Chade, correspondente de O Estado de S. Paulo ,

16 de dezembro de 2009 | 13h23

A brasileira Paula Oliveira foi condenada nesta quarta-feira, 16, pelo Tribunal de Zurique por mentir à Justiça suíça e induzir o poder judiciário ao erro. A brasileira, que em fevereiro havia simulado um ataque, insistiu ao tribunal que havia sido agredida. As investigações do Ministério Público de Zurique e sua própria confissão à polícia de que tudo não passava de uma farsa, entretanto, pesaram contra as alegações de que havia sido atacada por jovens na Suíça.

 

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A corte, porém, aumentou a pena infringida a Paula Oliveira. Ela terá de pagar 10,800 francos suíços, um valor equivalente a mais de R$ 20 mil, além dos custos do processo. Anteriormente, o Ministério Público havia pedido uma condenação que previa um pagamento inferior à metade do valor atual.

 

Paula Oliveira e seu advogado optaram por manter a tese de que a brasileira sofre de problemas psiquiátricos. Apesar da condenação, a brasileira só terá de pagar o valor se voltar a cometer algum crime.

 

A Procuradoria de Zurique, que por sete meses investigou o caso, não pediu que a brasileira seja presa por considerar que uma pena financeira já seria suficiente.

 

Em fevereiro, a brasileira chamou a polícia e contou que havia sofrido um ataque na periferia de Zurique. Ela dizia estar grávida e ter sido agredida por neonazistas. Em seu primeiro depoimento, Paula disse ter sofrido um aborto de gêmeos e o caso mobilizou a diplomacia brasileira. O governo chegou a preparar uma ação na Organização das Nações Unidas (ONU), alegando um ataque xenófobo, e um verdadeiro circo político foi montado para atender a brasileira.

 

Até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a fazer declarações, apontando para a "incrível violência contra uma mulher brasileira no exterior". Outros ministros lembraram o Holocausto. O pai da brasileira, Paulo Oliveira, era assessor de um parlamentar.

 

Nos dias seguintes à suposta agressão, porém, Paula confessou à polícia de Zurique que tudo não havia passado de uma farsa. No julgamento desta quarta, a brasileira apresentou uma nova versão dos fatos, tentando desmentir a confissão que teria feito às autoridades.

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