'Paula pode ser indiciada' se confirmada mentira, diz oficial

Em entrevista, comandante da polícia diz que, independente do resultado, caso da brasileira é trágico

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

14 de fevereiro de 2009 | 07h32

"Eu nunca vi uma história como essa e, seja qual for o resultado, ela já é trágica." A declaração é do comandante da polícia de Zurique, Phillip Hotzenkocherie, que confirmou ao Estado que Paula Oliveira pode ser indiciada criminalmente se forem confirmadas as suspeitas de que ela armou uma farsa. "Se tudo isso for confirmado, a brasileira terá de passar por uma ajuda psicológica", afirmou Hotzenkocherie. A seguir, os principais trechos da entrevista:   Veja também: Brasileira não estava grávida, diz polícia Clima é de apreensão, conta brasileira na Suíça Agressor será expulso se provado ataque, diz partido Imprensa suíça levanta dúvidas sobre caso Lapouge: Marca do horror dificilmente se apagará   Para Amorim, há xenofobia 'evidente' em caso de advogada Maior partido do país é famoso por propaganda racista 'Fomos vítimas da xenofobia', diz pai de torturada Suíça admite descaso com a violência de neonazistas   A polícia foi acusada pela família de não ter prestado o apoio adequado a Paula Oliveira... Não sei o que mais poderíamos ter feito nesse caso. Mobilizamos todo o pessoal que julgamos necessário e iniciamos a investigação imediatamente.   A possibilidade de uma farsa pode representar um problema legal para Paula? Isso ainda dependerá de um julgamento. Se a investigação provar isso, caberá ao procurador-geral de Zurique abrir ou não um processo penal contra ela, que pode ser julgada por dois aspectos: ter enganado as autoridades da Justiça suíça e apresentado falsas evidências.   E ela pode ser presa? Não acredito. Se ficar comprovado que ela se mutilou, significa que tem um problema psicológico e esse não é um caso de prisão. O que ela precisará é de cuidado psicológico.   O que levaria alguém a agir assim? É isso que precisamos investigar.   O noivo de Paula, Marc Trepp, será também interrogado? Não posso dar detalhes sobre a investigação. Não sabemos quanto tempo levaremos para chegar à conclusão do caso. Só sabemos que ela não estava grávida no momento do suposto ataque e existe a possibilidade de autoflagelação.   Em sua experiência como policial e comandante, o sr. já havia feito uma investigação similar? Vou ser sincero. Nunca vi uma história como essa e, seja qual for o resultado, ela já é trágica.

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