Pedófilo procurado pela Interpol é preso nos Estados Unidos

Americano acusado de abusar sexualmente de menores no sudeste asiático confessa o crime ao ser detido

Efe,

08 de maio de 2008 | 14h02

O homem acusado de abusos sexuais contra vários menores de idade no sudeste asiático e que era procurado pela Interpol (polícia internacional) foi preso nos Estados Unidos, informou nesta quinta-feira, 8, a entidade, Dois dias após o órgão pedir ajuda para identificar e localizar o homem que aparece em imagens na internet. O suspeito foi detido em seu apartamento em Union City (Nova Jersey, EUA) por volta da meia-noite (horário local) da última quarta, informou a entidade em um comunicado. O nome dele é Wayne Nelson Corliss, de 57 anos. Ele confessou os crimes ao ser interrogado pela polícia, afirmou a Interpol. A detenção aconteceu com base em informações fornecidas por três pessoas pela internet à sede de Interpol, em Lyon (sudeste da França). "Há dois dias, a nacionalidade, identidade e localização deste homem eram totalmente desconhecidas", afirmou o secretário-geral da Interpol, Ronald Noble. Ele assinalou que uma série de fotografias nas quais o suspeito aparecia abusando sexualmente de crianças era a única coisa que a instituição tinha até pouco tempo, junto com a "confiança de que o público e as forças policiais do mundo responderiam novamente ao pedido de ajuda da organização". O suspeito aparecia em cerca de 100 imagens de uma série de 800, que acredita-se que foram tiradas no Sudeste Asiático, e que mostravam o abuso sexual de pelo menos três crianças com idades entre seis e dez anos. As primeiras imagens do homem foram descobertas pela polícia na Noruega, em março de 2006. Ao pedir a ajuda dos cidadãos, a Interpol divulgou em seu site uma série de fotografias do suspeito. O site da organização recebeu quase 250 mil visitas nas primeiras 24 horas, após o pedido de ajuda, ou seja, um número que ultrapassa dez vezes a média diária, assinala a nota. O secretário-geral da Interpol elogiou os responsáveis americanos de Imigração e Alfândega pela atuação de seus agentes, e agradeceu ao público e aos meios de comunicação por sua contribuição. "Está claro que, sem a sua ajuda, nunca teríamos conseguido identificar, localizar e prender nenhum dos alvos das operações IDent (como se chamava a iniciada há dois dias), e Vico (organizada no ano passado)", disse.

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