Pedófilo suíço pode estar envolvido no caso Madeleine

Von Aesch esteve em Portugal no mês de abril; escutas de familiares apontam que britânica estaria morta

Agências internacionais,

08 de agosto de 2007 | 10h45

A Polícia portuguesa considerou que Madeleine McCann pode ter morrido na noite em desapareceu baseada em escutas telefônicas e e-mails dos pais da menina e amigos próximos, segundo a edição desta quarta-feira, 8, do Diário de Notícias. O jornal ainda afirma que um pedófilo suíço esteve em Portugal na época do desaparecimento da britânica e está sendo investigado.  Veja também: Amostra de DNA testada na Bélgica não é de Madeleine  Urs Hans Von Aesch, de 67 anos, estaria no Algarve (sul de Portugal) no período em que Madeleine sumiu do quarto em que dormia com os irmãos.  O pedófilo suicidou-se na segunda-feira, após atirar contra uma suposta testemunha do rapto de Ylenia Lenhard, uma menina de cinco anos que desapareceu quando estava a caminho de uma piscina próxima da sua casa em Appenzell, Leste da Suíça. Autoridades portuguesas foram informadas anteriormente sobre a semelhança entre os casos. Von Aesch vivia na Espanha a cerca de 640 quilômetros da Praia da Luz e, segundo o jornal britânico The Times, conduzia um carrinho branco, parecido com o que foi visto perto do apartamento dos McCann quando Maddie desapareceu. O jornal português, que não explica o conteúdo das conversas telefônicas nem dos e-mails, afirma que as autoridades portuguesas chamarão novamente os pais de Madeleine, embora não revele se será uma conversa informal ou um novo interrogatório e se seriam considerados testemunhas ou suspeitos. Os pais da menina desaparecida terão que esclarecer detalhes das escutas, o resto de sangue encontrado no quarto de hotel no qual passavam as férias em Portugal e as contradições, junto com o círculo de amigos mais próximos, em interrogatórios anteriores. O jornal indica que os McCann serão confrontados também com os resultados das provas periciais realizadas nos últimos dias no veículo que utilizaram desde o início da estadia no país. Contradições O Diário de Notícias explica que as supostas visitas ao quarto para comprovar se Madeleine e os irmãos gêmeos dormiam e quem as realizou são perguntas que não tiveram uma resposta coincidente entre os pais da menina e seus amigos. Com estes indícios, a PJ (Polícia Judiciária portuguesa) se concentra na pista da morte de Madeleine, por homicídio ou acidente, embora ainda não descarte totalmente a possibilidade de seqüestro. O jornal Correio da Manhã afirmou que a PJ aguarda os primeiros resultados da amostra de sangue "bastante tênue" encontrada no quarto do hotel para convocar os McCann e seu círculo próximo para depoimento. Os amigos que acompanharam os pais de Madeleine nas férias poderiam ser interrogados em seu país, para onde seguiram depois de prestar as últimas declarações no sul de Portugal. A grande dúvida da Polícia é o ocorrido durante três horas, entre as 18h e as 21h, de 3 de maio, nas quais só os pais tiveram acesso à menina. Hipóteses Em entrevista transmitida na terça-feira por redes de televisão britânicas, Gerry McCann reconheceu que é "duro" ser investigado pelo desaparecimento da própria filha e disse ter "esperanças" de que Madeleine esteja viva. Uma fonte da PJ explicou que nesta quarta serão intensificadas as buscas por vestígios ou restos da menina com os cães adestrados nos arredores do complexo turístico da localidade de Praia da Luz, no qual ela desapareceu. Fontes da investigação disseram à agência Lusa que "já há uma luz no final do túnel" e que a Polícia tem uma "idéia" do que pode ter acontecido naquela noite. A fonte lembrou que neste tipo de situação os pais estão "implicados em 80% dos casos", embora isto não quer dizer que se aplique ao ocorrido com Madeleine. Gerry e Kate McCann preparam novas iniciativas para lembrar os 100 dias do desaparecimento da filha, na próxima sexta-feira. A campanha internacional dos McCann e a grande cobertura jornalística sobre o caso fizeram com que fossem oferecidos mais de 4 milhões de euros por pistas sobre a menina, que se soma a mais 1,5 milhão de euros em donativos.

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