Pelo menos 100 opositores são detidos em protesto em Moscou

Organizações convocam manifestação não autorizada contra a política do Kremlin na praça Triumfalnaya

Efe,

14 de dezembro de 2008 | 14h04

Ao menos 100 pessoas foram presas foram detidas neste domingo, 14, pela Polícia na capital russa por participar de uma marcha de dissidentes não autorizada pela Prefeitura, informou a emissora de rádio Eco de Moscou.   Várias organizações opositoras convocaram um ato de protesto contra a política do Kremlin na praça Triumfalnaya, que horas antes se encontrava sob um estrito controle policial. O escritor e líder do ilegal Partido Nacional Bolchevique, Eduard Limonov, e vários de seus seguranças foram detidos pela Polícia nos acessos à praça.   Limonov é um dos dirigentes da coalizão opositora A Outra Rússia, à qual também pertence o Fórum Cívico, liderado pelo ex-campeão mundial de xadrez Gary Kasparov. Um repórter da Eco de Moscou informou do local que os soldados antidistúrbios atuaram com violência contra os manifestantes.   Também foi detido o líder da organização opositora My, Roman Dobrokhotov, o mesmo que no último dia 12 interrompeu o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, em seu discurso no Palácio do Kremlin. "As emendas à Constituição são vergonhosas, precisamos de eleições livres", gritou Dobrokhotov da platéia do palácio, que depois foi retirado da sala pelos seguranças.   O dirigente opositor, que protestava contra as emendas constitucionais propostas por Medvedev, que incluem a ampliação do mandato presidencial de quatro para seis anos, foi demitido de seu trabalho na véspera por corte de pessoal.   Segundo a Eco de Moscou, junto com Dobrokhotov, foram detidos outros dez ativistas do My, que saíram às ruas com o lema "Pushkin no lugar de Putin (o primeiro-ministro russo)" e que foram detidos pela Polícia quando liam poemas do poeta mais importante da história da Rússia.   Vários oficiais reformados do Exército Soviético que participavam de um comício na praça Pushkin também foram presos.

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