Pelo menos oito manifestantes morrem na Armênia

As desordens explodiram depois que a Polícia dissolveu violentamente a concentração da oposição

EFE

02 de março de 2008 | 06h32

Pelo menos oito manifestantes morreram na noite deste sábado na capital armênia, Yerevan, durante os violentos confrontos entre seguidores da oposição e as forças da ordem. Segundo o comunicado oficial, 33 agentes de segurança ficaram feridos, mas não foram registradas vítimas fatais entre eles.  A Polícia denunciou que os seguidores do ex-presidente Levon Ter-Petrosian, que se manifestavam em Yerevan há mais de dez dias, usaram bombas caseiras e granadas de mão contra as tropas e destacamentos antidistúrbios. As desordens em Yerevan explodiram na manhã de sábado, depois que a Polícia dissolveu violentamente a concentração que a oposição mantinha na praça da Ópera desde o dia 19 de fevereiro, quando foram anunciados os resultados oficiais das eleições. Sábado à noite, o presidente armênio, Robert Kocharian, decretou o estado de exceção na capital do país para pôr fim às desordens na cidade, medida extraordinária que foi ratificada esta madrugada pelo Parlamento da república. No começo da manhã a situação na cidade estava sob controle e praticamente todos os manifestantes tinham se retirado da praça da Prefeitura, enquanto o centro da capital continua isolado por tropas regulares e pela Polícia antidistúrbios. A oposição não reconhece os resultados das eleições presidenciais realizadas no dia 19 de fevereiro, nas quais segundo os dados oficiais foi eleito o primeiro-ministro Serge Sarkisian com o 52,82% dos votos. Petrosian ficou em segundo lugar com 21,5%, seguido do líder do partido Orinats Ekir (País de Lei), Artur Bagdasarian, com 17,7%.  Petrosian e Bagdasarian não reconhecem os resultados divulgados pela Comissão Eleitoral Central: o primeiro reivindica a anulação das eleições e a convocação de novas e o segundo, uma nova apuração de votos em mais de 200 dos quase 2.000 colégios eleitorais do país.

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