Peritos investigam prédio incendiado na Alemanha

Vítimas afirmaram ter visto um desconhecido atear fogo a um carrinho de bebê no primeiro andar

Efe

07 de fevereiro de 2008 | 02h09

Uma equipe de dez peritos em incêndios investiga o interior do edifício residencial de Ludwigshafen (Alemanha), onde no domingo nove pessoas de origem turca morreram, informou um porta-voz da Promotoria local.Segundo a fonte, os peritos esperam concluir as investigações sobre as causas do incêndio até a sexta-feira.Por enquanto, os investigadores mantêm abertas todas as possibilidades, e esperam obter todas as provas para determinar se o fogo foi fruto de uma falha técnica ou se foi proposital. Veja tambémIncêndio em prédio residencial na Alemanha deixa nove mortos Imagens do incêndio na Alemanha   Funcionários do Escritório Federal de Investigação Criminal (BKA) supervisionam os trabalhos da comissão criada especialmente para este caso, da qual também participam como observadores peritos turcos em incêndios. O porta-voz assegurou em entrevista coletiva que duas das meninas sobreviventes afirmaram ter visto um desconhecido atear fogo a um carrinho de bebê no primeiro andar. A prefeita de Ludwigshafen, Eva Lohse, também expressou suas condolências às famílias dos nove mortos, entre eles cinco crianças e uma mulher grávida, e defendeu os trabalhos realizados pelas equipes de bombeiros. Segundo explicou, um dos soldados que trabalharam no incêndio foi agredido ontem à noite por um grupo de jovens que lhe acusou de não ter entrado no edifício em chamas para salvar mais moradores. Um porta-voz da Polícia local qualificou as críticas de "falsas" e "inaceitáveis", já que as primeiras equipes de bombeiros chegaram ao local dois minutos depois da primeira ligação de aviso e conseguiram salvar a vida de 47 pessoas que saltaram pelas janelas. A versão digital da revista "Spiegel" informou nesta quarta-feira que foram descobertas várias pichações com mensagens de conteúdo xenófobo no edifício, que abriga uma associação turca, mas por enquanto se investiga se elas tinham sido feitas antes ou depois do incêndio. A prefeita assegurou ainda que os 20 feridos que continuam hospitalizados estão "fora de perigo". Segundo a "Spiegel", as famílias desabrigadas receberam doações no valor de 32.000 euros, dos quais 5.000 euros foram fornecidos pela própria Prefeitura e pelo Governo regional do estado federado da Renânia-Palatinado.

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