Perto de eleições, sociais-democratas alemães querem reanimar partido

O Partido Social Democrata (SPD), legenda de centro-esquerda e de oposição na Alemanha, abriu a sua campanha eleitoral no domingo prometendo vitória em setembro, apesar das pesquisas sugerirem que a melhor esperança de recuperar o poder será em uma "grande coalizão" com Angela Merkel.

Reuters

14 de abril de 2013 | 14h21

As pesquisas de opinião têm colocado Peer Steinbrueck, do SPD, bem atrás dos conservadores de Merkel, cuja popularidade pessoal subiu para mais de 60 por cento, enquanto menos de um terço dos alemães dizem que preferem ele como chanceler.

Mas Steinbrueck, que serviu como ministro das Finanças na última "grande coalizão" conduzida por Merkel, que liderou a maior economia da Europa de 2005 a 2009, permaneceu desafiante sobre as chances do partido em 22 de setembro.

"Quero ser chanceler da República Federal da Alemanha", Steinbrueck, 66, disse no congresso do partido em Augsburgo, citando uma lista de vitórias do SPD sobre a centro-direita de Merkel em eleições estaduais nos últimos três anos.

Klaus Wowereit, o popular prefeito de Berlim, do SPD, disse que o partido estava com espírito de luta.

"O partido não está desmotivado, o clima é positivo, mesmo entre aqueles que não são apoiadores naturais de Steinbrueck", disse ele.

O próprio Steinbrueck descarta a possibilidade de aliar-se a Merkel, para evitar a repetição de 2009, quando a desilusão do SPD com a grande coalizão acabou culpada pelo pior resultado eleitoral do partido no pós-guerra, de 23 por cento.

Uma pesquisa nesta semana colocou o partido de volta a este baixo patamar.

(Por Stephen Brown)

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