Pesquisas apontam vitória de Zapatero nas eleições da Espanha

Sondagem divulgada por rede de televisão dá ao partido do primeiro-ministro 45% dos votos; participação diminui

Agências Internacionais,

09 de março de 2008 | 16h00

As primeiras pesquisas sobre o resultado das eleições gerais na Espanha dão vitória ao partido do socialista José Luis Rodriguez Zapatero, atual primeiro-ministro. A sondagem realizada pelo Ipsos para a rede de televisão espanhola TVE confere ao Partido Socialista (PSOE) 45% dos votos e entre 172 e 176 deputados. Já o conservador Partido Popular (PP), de acordo com a mesma pesquisa, obteria 38,6% dos votos e entre 148 e 152 deputados.     Veja também:   Lula envia nota ao governo espanhol sobre atentado   Uma segunda pesquisa realizada pelo instituto Demoscopia para a emissora de televisão Antena 3 coloca os socialistas na frente com 43,3% dos votos e entre 163 e 166 deputados; enquanto o PP teria entre 149 e 152 cadeiras. O Congresso dos Deputados é formado por 350 cadeiras.   A participação nas eleições foi de 61,05%, com 94% das mesas eleitorais analisadas, dois pontos inferior à do pleito de 2004, segundo dados oficiais. A queda no comparecimento não era esperada pelos analistas espanhóis, que acreditavam no aumento da participação devido ao assassinato do ex-vereador socialista no País Basco, atribuído à organização terrorista ETA.   As pesquisas já previam uma vitória do socialista Zapatero por 43,4% a 43,9% dos votos e colocavam o conservador Mariano Rajoy, do Partido Popular, em segundo lugar com 39,3% a 39,5% dos votos.   O secretário de Estado de Comunicação espanhol, Fernando Moraleda, disse que "a normalidade continua sendo a tônica geral" desta votação, realizada dois dias depois do assassinato do ex-vereador socialista.       Foco na economia As campanhas dos candidatos espanhóis se concentraram na desaceleração da economia. Segundo especialistas, o crescimento pode cair a 2% neste ano - uma taxa não registrada desde o início dos anos 90 - dos mais de 4% do ano passado, já que uma redução no crédito global prejudica a Espanha, que registra quedas no setor imobiliário, responsável por quase um quinto do Produto Interno Bruto (PIB) espanhol e dos empregos. O desemprego, que chegou à maior baixa em 29 anos no ano passado, aumentou quase em 300 mil desde junho, para 2,3 milhões. Espanhóis com dificuldades para pagar financiamentos, estão sofrendo com o aumento de preços de alimentos e combustíveis, que puxaram a inflação para um recorde de 4,4 por cento em fevereiro. Muitos estão preocupados com o grande influxo de mais de 3 milhões de imigrantes nos últimos oito anos - a maioria do Marrocos, Europa Oriental e América Latina.

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