Piratas que tomaram cruzeiro francês são interrogados em Paris

Seis supostos rebeldes passam o dia à disposição da Justiça; detidos pretendem cooperar com investigação

Efe,

18 de abril de 2008 | 08h24

Os seis supostos piratas detidos na Somália suspeitos de participar do seqüestro dos 30 tripulantes do veleiro francês Ponant passaram esta sexta-feira, 18, à disposição da Justiça em Paris. A Procuradoria confirmou em comunicado a abertura de um processo por seqüestro de navio, detenção e seqüestro de pessoas com vistas a obter um resgate, formação de quadrilha e roubo em quadrilha organizada. Esses crimes podem ser punidos com prisão perpétua.   Os homens, com idade entre 25 e 40 anos, foram interrogados pelos agentes de segurança em Paris e se mostraram dispostos a "cooperar", informaram as fontes judiciais. Segundo uma informação que vazou, os investigadores suspeitam que dois deles, membros de uma "milícia do mar", participaram da abordagem do veleiro de luxo há duas semanas, no Golfo de Áden, uma região tomada por piratas.   Outros três supostamente faziam parte dos "guardiães" do veleiro, e o sexto era o suposto motorista do veículo 4x4 no qual o grupo fugia com uma parte do resgate quando foi capturado por militares franceses no deserto somali.   O Ponant, um veleiro de luxo francês que não tinha passageiros a bordo, foi capturado por piratas no Golfo de Áden no dia 4 de abril e, dois dias depois, ancorou na cidade somali de Garaad seguido por navios da Marinha francesa, que tinham o sinal verde do governo local para entrar em suas águas territoriais.   Na última sexta-feira, os tripulantes foram libertados após o pagamento de um resgate. Posteriormente, militares franceses localizaram em terra seis dos piratas e recuperaram uma parte do valor do resgate, que era de mais de US$ 2 milhões no total.

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