Polícia britânica exige que Assange deixe embaixada do Equador

A polícia britânica convocou nesta quinta-feira o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, a comparecer a uma delegacia de Londres como parte de seu processo de extradição, exigindo que ele deixe a embaixada do Equador onde está abrigado em busca de asilo político.

REUTERS

28 de junho de 2012 | 14h53

Assange, de 40 anos, é procurado na Suécia por acusações de crimes sexuais e se refugiou na embaixada do Equador, em Londres, em um movimento surpreendente na semana passada.

Ele agora corre o risco de ser preso no momento em que sair do prédio de tijolos vermelhos por ter violado os termos de sua fiança, mantendo tanto seus defensores quanto a polícia intrigados sobre o que ele poderá fazer em seguida.

Nesta quinta-feira, a polícia disse que havia formalmente "enviado um aviso de rendição para um homem de 40 anos de idade, que exige que ele vá a uma delegacia de polícia em data e hora de nossa escolha".

A polícia acrescentou que: "ele permanece em violação das condições de sua fiança, e não se render seria uma violação ainda maior das condições e ele está sujeito à prisão."

A declaração, de acordo com a política da polícia britânica, não cita o nome dele, mas a mídia local citou fontes identificando-o como Assange.

A BBC informou que a unidade de extradição da polícia emitiu uma nota para Assange e a embaixada do Equador. A embaixada não quis comentar. Outros meios de comunicação informaram que ele devia apresentar-se a uma delegacia de polícia na sexta-feira.

Assange enfureceu os Estados Unidos em 2010, quando seu site WikiLeaks publicou mensagens diplomáticos secretas norte-americanas.

Ele nega qualquer irregularidade na Suécia e diz temer que, se for extraditado para lá, poderia ser enviado para os Estados Unidos, onde enfrentaria acusações criminais puníveis com a morte.

(Por Maria Golovnina)

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