Polícia da Irlanda do Norte busca 200 suspeitos pelos distúrbios em Belfast

Diversos nacionalistas se posicionaram contra o vandalismo praticado e ajudam a polícia nas identificações

Efe,

16 de julho de 2010 | 11h13

DÚBLIN - A polícia da Irlanda do Norte (PSNI) procura mais de 200 indivíduos suspeitos de participar dos distúrbios registrados nesta semana no norte de Belfast, informaram nesta sexta-feira, 16, fontes oficiais.

 

Uma unidade especial da PSNI revisa cerca de sem horas de material gravado pelos circuitos fechados de televisão e mais de mil fotografias para identificar os responsáveis pela onda de violência que, durante quatro noites seguidas, causou prejuízos milionários e deixou 82 agentes da polícia feridos em toda a Irlanda do Norte.

 

Segundo um porta-voz policial, 14 pessoas já foram, no momento, presas, mas apenas dois permaneceram detidos por causa dos distúrbios no bairro católico de Ardoyne, no norte da capital, onde se registraram os piores enfrentamentos.

 

Nesta zona de maioria nacionalista, crianças de até oito anos de idade participaram desde domingo passado doa ataques a membros das forças de segurança com coquetéis molotov, bombas caseiras, garrafas, ladrilhos e armas de fogo.

 

A PSNI, explicou o porta-voz, contou, inclusive, com a ajuda ds vizinhos de Ardoyne, quem estão facilitando o acesso de imagens de vídeo feitas com celulares, uma colaboração impensável a anos atrás, mas que demonstra o apoio majoritário da comunidade nacionalista ao processo de paz.

 

Neste sentido, centenas de residentes deste bairro de Belfast se manifestaram na noite passada para demonstrar sua oposição aos distúrbios, entre os quais se incluía o parlamentar do Sinn Fein, Gary Kelly, ex-dirigente do já inativo Exército Republicano Irlandês (IRA).

 

O Sinn Fein e a PSNI sustêm que os incidentes foram orquestrados por elementos pertencentes a grupos dissidentes do IRA, indivíduos que, em alguns casos, nem sequer residem nas zonas onde aconteceram os atos de vandalismo.

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