Polícia desarma explosivos em loja de departamento em Paris

Carta de grupo intitulado Frente Revolucionária Afegã alertou sobre artefatos colocados nos banheiros do local

Agências internacionais,

16 de dezembro de 2008 | 09h33

A polícia francesa afirmou nesta terça-feira, 16, que desativou cinco pacotes de explosivos nos banheiros de uma loja de departamento da cidade depois de um alerta de um grupo que pediu a retirada das tropas da França do Afeganistão. Os artefatos não tinham detonadores, sugerindo que os autores pretendiam ressaltar a ameaça do que provocar mortes e destruição.   Segundo a imprensa local, os agentes estabeleceram um perímetro de segurança em torno da loja Le Printemps. Mais cedo, a agência France Presse recebeu uma carta assinada por um grupo auto-intitulado Frente Revolucionária Afegã, advertindo que "várias bombas" foram colocadas na loja. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que a França não negociará com terroristas e pediu cautela. "Nesse momento, pediria para que todos tivessem prudência e sejam muito cautelosos", afirmou.   "Seguindo um aviso clássico, a polícia esvaziou a loja e o pacote suspeito foi encontrado e examinado", afirmou um porta-voz da polícia. A loja da Printemps fica no centro da cidade e normalmente está lotada nesta época do ano por conta das compras de Natal.   Aparentemente, os artefatos - no total de cinco, segundo a polícia - foram encontrados no terceiro andar do edifício, em um sanitário próximo da seção de moda masculina. A ministra do Interior francesa, Michèle Alliot-Marie, foi ao local para comprovar a natureza da ameaça, e disse que o grupo é "totalmente desconhecido" e o caso será estudado. Na carta, o grupo pedia a retirada das tropas francesas no Afeganistão até o fim de fevereiro. Caso Paris não obedeça, a organização ameaça realizar ataques.   Os artefatos achados são "relativamente antigos", contêm dinamite e não contam com os detonadores necessários para explodir, acrescentou a ministra. Portanto, disse, "não havia nenhum risco de explosão", mas foi aberta uma investigação para averiguar quem são os responsáveis. Alliot-Marie confirmou que o alerta surgiu por causa de uma carta na qual o citado grupo afegão anunciava sua intenção de "passar para a ação" antes da quarta-feira, dia 17 de dezembro.   Matéria atualizada às 13h40.

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