Polícia detém 46 supostos membros de clã mafioso do sul da Itália

Agora desmantelado, clã Strisciuglio era um dos mais poderosos e perigosos da região de Apúlia

Efe

28 de julho de 2010 | 08h56

ROMA - Uma operação policial contra a máfia italiana terminou nesta quarta-feira, 28, com a detenção de 46 pessoas, entre elas várias mulheres, informaram as autoridades da Itália. A polícia disse ter desmantelado o clã dos Strisciuglio, um dos mais poderosos e violentos da região de Apúlia, no sul do país.

 

Todos os detidos foram acusados de participação em quadrilha mafiosa, tráfico de drogas e utilização de armas proibidas e armamento de guerra.

 

O clã Strisciuglio se tornou nos últimos anos, segundo os investigadores antimáfia, o grupo dominante do crime organizado em Bari, contando com o maior número de filiados e se envolvendo frequentemente em conflitos com outros clãs.

 

Em outra operação contra o crime organizado, a polícia italiana informou que foram confiscados bens no valor de 130 milhões de euros de Giovanni Sciaca, de 51 anos, empresário de Caserta (sul), detido no último dia 22 de junho por tráfico de drogas entre a Venezuela e a Itália. Nessa operação, a Polícia apreendeu 691 quilos de cocaína no porto de Livorno (centro-norte italiano) em um contêiner de peles de animais.

 

Segundo a Polícia, Sciaca é filiado a um clã da Camorra (máfia napolitana) de Caserta. Foram confiscadas 22 empresas comerciais, 25 propriedades rurais e sete carros, nas regiões de Lácio, Campânia e Molise.

 

Entre os bens confiscados destacam, segundo a imprensa local, um hotel residência de cinco estrelas, o Miramare Resort, na cidade sulina de Mondragone, e a empresa de embalagens de madeira Agri Meccanica.

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