Polícia francesa liberta todos os 4 funcionários da herdeira da L'Oréal

Colaboradores foram interrogados para esclarecer fraudes fiscais e lavagem de dinheiro

16 de julho de 2010 | 17h26

PARIS- Todos os quatro funcionários da bilionária Liliane Bettencourt, herdeira da L'Oréal, interrogados desde ontem na divisão financeira da Polícia de Paris, foram colocados em liberdade nesta sexta-feira, 16, após 36 horas de detenção.

 

Depois de três deles serem soltos mais cedo - François-Marie Banier, Fabrice Goguel e Carlos Vejarano -, a polícia libertou Patrice de Maistre, gerente da fortuna de Bettencourt.

 

Os interrogatórios da polícia buscavam esclarecer as suspeitas de lavagem de dinheiro e fraude fiscal contra todos eles, depois de nas últimas semanas serem feitas inúmeras revelações sobre operações duvidosas de Bettencourt, que está no centro de uma polêmica familiar que se transformou em um escândalo político que atingiu, em particular, o ministro do Trabalho francês, Eric Woerth.

 

Banier, um dos amigos mais próximos da herdeira de L'Oréal, foi interrogado sobre em que condições ele recebeu presentes de Bettencourt no valor de 1 bilhão de euros.

 

O advogado Goguel, segundo escutas em mãos da Justiça, se encarregava das contas de Bettencourt na Suíça, mas também de uma propriedade nas ilhas Seychelles, comprada em 1997, que, de acordo com informações da imprensa local, servia para evasão fiscal.

 

Já Vejarano, espanhol residente na Suíça com interesses imobiliários na França, é investigado sobre a montagem jurídico-legal da ilha de Arros (a propriedade nas Seychelles), formalmente propriedade de uma fundação com sede em Liechtenstein.

 

Por fim, as autoridades fiscais querem esclarecer a responsabilidade de Patrice de Maistre em diversas estruturas financeiras que livrassem Bettencourt de pagar impostos na França.

 

Ele mesmo admitiu que sua cliente tinha duas contas na Suíça com o valor total de 78 milhões de euros.

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