Polícia grega atira bombas de gás em 2o dia de manifestações

A polícia grega atirou bombas de gás lacrimogêneo em centenas de jovens que protestavam nesta segunda-feira em Atenas e outras cidades, no segundo dia de manifestações violentas que marcaram o aniversário de um ano da morte de um adolescente de 15 anos por um policial.

RENEE MALTEZOU, REUTERS

07 de dezembro de 2009 | 15h26

Cerca de 5.000 estudantes, trabalhadores e esquerdistas marcharam para o Parlamento. A morte do adolescente no bairro boêmio de Exarchia no ano passado gerou os priores protestos na Grécia em décadas, fomentados pelo descontentamento público com a economia.

"Todo mundo nas ruas, não nos balcões! Policiais porcos, assassinos", entoavam os manifestantes.

Centenas de jovens encapuzados se separaram das passeatas para atirar pedras e paus na polícia, danificando carros e paradas de ônibus. Outros manifestantes discordavam da violência.

"Isso não vai mudar nada, mas se 5 milhões de pessoas tomarem as ruas talvez tenhamos uma chance", disse o professor de 51 anos Christos Fousekis, enquanto presenciava um garoto encapuzado quebrar o vidro de uma loja numa esquina com um pedaço de mármore.

Dois policiais foram feridos e cerca de 30 jovens foram detidos nesta segunda-feira em Atenas, segundo a polícia. Na cidade de Thessalônica, ao norte, a polícia disparou bombas de gás lacrimogêneo em dezenas de jovens, que de separaram de uma marcha de 2.500 pessoas.

"Os confrontos não foram significativos, os protestos aconteceram como esperado", disse um policial que preferiu não se identificar.

Mais de 400 pessoas foram detidas no país no fim de semana.

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