Polícia grega atira gás lacrimogêneo contra manifestantes

A polícia grega atirou gás lacrimogêneo contra jovens que jogavam pedras enquanto faziam uma manifestação em Atenas para lembrar o aniversário da morte de um garoto de 15 anos, morto por policiais. O incidente em 2008 desencadeou os piores tumultos em décadas.

REUTERS

06 de dezembro de 2010 | 11h49

Cerca de 3 mil jovens, a maioria encapuzada, saíram pelas ruas do centro de Atenas. Algumas centenas de manifestantes atiravam pedras, galhos, laranjas e garrafas contra a polícia, e alguns destruíram pontos de ônibus e janelas de lojas.

"Manifestantes atiraram três bombas caseiras", disse um policial que não quis ser identificado.

Policiais entraram em confronto com os aproximadamente 500 manifestantes em frente a hotéis de luxo na praça de Syntagma, localizada próximo ao Parlamento, atirando bombas de efeito moral, segundo uma testemunha da Reuters.

Manifestantes também jogaram tinta vermelha contra a polícia e o Banco da Grécia, disse a testemunha.

O tráfego foi proibido nas principais avenidas e praças, por receio de mais protestos, e lojas colocaram grades de metal nas janelas, temendo a violência.

O ataque da polícia que causou a morte de Alexis Grigoropoulos em 2008 provocou a paralisação de Atenas durante semanas. Dois policiais foram condenados por sua morte.

No local onde Grigoropoulos foi morto, pessoas se reuniram para prestar homenagem em silêncio. Muitos deixaram flores e velas ao lado da placa de mármore com a inscrição: "Em memória ao jovem Alexis, ele tinha apenas 15 anos."

(Reportagem de Yannis Behrakis)

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