Polícia identifica fios de cabelo de Madeleine em carro

Jornal diz que DNA da amostra encontrada em veículo alugado por pais coincide com o da menina britânica

Agências internacionais,

11 de setembro de 2007 | 13h20

A Polícia Judicial portuguesa encontrou grandes quantidades de cabelo de Madeleine McCann no porta-malas de um veículo alugado pelos pais da garota britânica, segundo informou a edição desta terça-feira, 11, do jornal vespertino londrino Evening Standard.  Veja também:Vivemos um constante pesadelo, diz pai DNA na mala do carro é de Madeleine, diz TimesPolícia repassa caso Madeleine para PromotoriaApós 4 meses, falhas e questões óbvias marcam caso Madeleine A publicação afirma que os detetives estão convencidos de que a grande quantidade de cabelo é um indicador chave de que o corpo da menor foi transportado nesse automóvel, alugado pelos McCann três semanas após o desaparecimento de sua filha. "Algumas das amostras de DNA foram tomadas de cabelo que coincidia com o DNA de Madeleine. Havia tanta quantidade de cabelo que não se tratou de transferência de DNA, mas sim do corpo transportado no porta-malas (do veículo)", declarou uma fonte da investigação ao Evening Standard. A fonte ouvida pelo jornal também indicou que foram achados fluidos corporais no porta-malas do Renault Scenic alugado pelos médicos Kate e Gerry McCann 25 dias depois do desaparecimento da garota. Segundo a BBC, a polícia portuguesa questionou as notícias veiculadas de que as amostras de DNA coletadas no porta-malas do carro utilizado pelo casal McCann "correspondem 100%" ao da menina britânica desaparecida Madeleine.  No entanto, Alípio Ribeiro, diretor nacional de investigações da Polícia Judiciária, afirmou à televisão estatal portuguesa RTP que as descobertas apenas orientam os trabalhos da polícia. "Elas nos ajudam a guiar a nossa investigação, mas não com a precisão matemática que alguns andam dizendo", disse. Madeleine desapareceu em 3 de maio quando dormia com seus irmãos mais novos em um quarto de um resort na Praia da Luz, em Portugal, enquanto os pais jantavam com amigos. Investigação Gerry e Kate McCann, suspeitos do desaparecimento de sua filha Madeleine em Portugal, receberam nesta terça a visita de um superintendente da Polícia britânica. A imprensa britânica publicou ainda nesta terça que os serviços sociais de Leicestershire se reuniram na segunda-feira com a Polícia para analisar a situação dos filhos gêmeos do casal, Sean e Amelie, de dois anos, por causa da nova situação dos pais como suspeitos O tablóide The Sun diz que os assistentes sociais poderiam retirar a guarda dos caçulas dos McCann. No Reino Unido, os serviços sociais são obrigados a considerar o bem-estar dos menores se os pais forem suspeitos de um crime Segundo o Evening Standard, os detetives consideram que Kate McCann assassinou acidentalmente a filha, seu esposo encobriu o crime e ambos esconderam o corpo da garota e depois o transportaram no veículo alugado. Familiares dos McCann consideram que a polícia portuguesa "teria plantado" evidências contra os pais de Maddie.  Vários jornais portugueses acusaram também a médica inglesa de ser uma "mãe agressiva" com seus filhos.  Kate McCann disse ao jornal Sunday Mirror que foi pressionada a confessar a morte acidental da filha. "Querem que eu minta, estão armando contra mim. Estão basicamente dizendo (que) se confessar que Madeleine sofreu um acidente e que eu entrei em pânico, receberia pena de dois ou três anos. Isso é ridículo, o pior pesadelo." No blog mantido por Gerry McCann na internet, o pai da menina escreveu na noite de segunda-feira que ele e a mulher, Kate, estão "totalmente confiantes" em sua inocência e que receberam apoio "incondicional" de amigos e da família Dossiê A polícia portuguesa entregou nesta terça-feira à promotoria pública o inquérito sobre o desaparecimento da menina inglesa Madeleine McCann, anunciou uma fonte na procuradoria em Lisboa. "Já temos a posse dos documentos", disse um funcionário da promotoria que pediu para não ser identificado. Segundo a fonte, o promotor João Cunha de Magalhães e Meneses decidirá agora se os pais da menina de quatro anos serão indiciados pelo desaparecimento. O inquérito sobre o desaparecimento, ocorrido em 3 de maio, contém mais de mil páginas, disse Olegário Sousa, porta-voz da polícia portuguesa. Nenhuma das fontes se pronunciou sobre as conclusões da polícia porque a investigação transcorre em segredo de justiça. Agentes policiais de Portugal viajarão esta semana para o Reino Unido enquanto são intensificadas as investigações policiais do caso. O promotor português João Cunha de Magalhães e Meneses será o responsável pelo caso e vai revisar todo o material recolhido até agora. Meneses vai poder decidir se os indícios sobre os McCann são sustentáveis para chamar o casal para depor ou até mesmo decretar a prisão preventiva dos dois.

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