Polícia investiga 20 suspeitos por incêndios na Grécia

Suspeitos são acusados de atear fogo propositalmente próximo a um depósito de lixo em julho

Efe,

27 de agosto de 2009 | 08h59

A Polícia da Grécia investiga 20 moradores da localidade de Grammatikos, a 40 quilômetros de Atenas, por suspeita de envolvimento nos incêndios que destruíram 20 mil hectares na região da capital grega.

 

As investigações começaram após uma denúncia do chefe dos bombeiros sobre a atividade suspeita de indivíduos em 7 de julho perto de um depósito de lixo em obras, cuja construção pretendiam parar. Um promotor acusou então quatro deles de "causar intencionalmente um incêndio florestal" nas proximidades. Depois, os suspeitos foram soltos após pagar fiança.

 

De Grammatikos surgiram os primeiros focos no final da sexta-feira passada, que se estenderam a áreas próximas de Atenas, devido aos fortes ventos.

 

A Polícia revelou que não conta ainda com provas que relacionem a atividade desses moradores da localidade com o início do incêndio da sexta-feira passada, mas investiga os fatos. A maioria dos habitantes de Grammatikos é contra que seja aberto um depósito de lixo na localidade e prometeu defender suas terras contra a resolução do Ministério de Obras Públicas.

 

Todos os focos de incêndio dos últimos dias estão apagados, exceto em Karistos, na ilha de Eubeia, onde as chama reacenderam nas últimas horas, mas a situação está sob controle, segundo os bombeiros.

 

Acidente

 

Um avião hidrante caiu enquanto combatia as chamas na ilha de Kefalonia, situada no mar Iônico, deixando o piloto morte, informou a brigada de incêndios grega.

 

"Eu gostaria de expressar minha desolação, nossa tristeza, e minhas condolências pela perda do piloto, que morreu enquanto fazia seu dever com sacrifício voluntário", disse a jornalistas o primeiro-ministro, Costas Karamanlis. O avião caiu nove minutos após deixar o aeroporto de Kefalonia para combater o incêndio florestal, disseram as autoridades. Não havia ninguém mais a bordo.

 

Enquanto o governo conservador foi criticado por sua resposta lenta ao incêndio, o pior na Grécia desde um que matou 65 pessoas em 2007, os bombeiros foram louvados por todos os partidos políticos por seus esforços incansáveis.

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