Polícia isola austríaco preso por ameaça de linchamento

Josef Fritzl cumpre prisão preventiva por prender em um portão e abusar sexualmente da filha por 24 anos

Efe,

02 de maio de 2008 | 11h18

Josef Fritzl, o homem que prendeu em um porão sua filha Elisabeth por 24 anos e abusou dela sexualmente durante décadas, foi isolado no Centro Penitenciário de Sankt Pölten, diante do risco de que outros presos o linchem. A informação foi divulgada por Günter Mörwald, diretor dessa penitenciária, onde Fritzl, de 73 anos, se encontra em prisão preventiva.   Jornal revela crimes sexuais de austríaco Pai ameaçou matar filha com gás, diz polícia Fritzl trabalhou no Brasil, diz jornal da Áustria Fritzl passava horas no porão todos os dias, diz cunhada Polícia austríaca diz não ter indícios de cúmplice de Fritzl Josef Fritzl teria sido preso por estupro nos anos 70 Filhos de austríaca presa em porão se encontram em hospital   Em entrevista ao diário austríaco Heute, Mörwald lembrou que na Áustria, da mesma forma que em muitos outros países, há entre os presos códigos próprios que estabelecem hierarquias para os delinqüentes e crimes. Os assassinos e estupradores são vistos como o pior tipo de presos, e por isso os detidos por crimes sexuais contra menores costumam sofrer ataques extremos, que vão até o linchamento.   Nem mesmo o isolamento consegue proteger sempre os pedófilos, assegurou ao jornal um homem de 63 anos (Robert E.), que cumpriu na Áustria uma pena de três anos por roubo a banco. "Quando um preso está na lista negra, sempre há um caminho para chegar a ele. Durante o passeio no pátio, no banho, ou durante a refeição, que costuma ser preparada e servida por outros presos", assinalou.   Fritzl pode ser condenado à prisão perpétua por homicídio, pela morte de um dos bebês nascidos em cativeiro como fruto do incesto com sua filha, mas para isso os investigadores precisam encontrar provas suficientes para ligá-lo ao crime. Se isso não for possível, o aposentado pegará no máximo 15 anos de prisão por ter trancado e abusado de sua filha por 24 anos, podendo sair sob liberdade condicional após sete anos e meio.

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