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Polícia italiana captura líder mafioso em Nápoles

Cerca de 70 pessoas foram detidas na ação contra supostos criminosos ligados à Camorra

Agência Estado e Associated Press,

19 de maio de 2009 | 14h43

A polícia da Itália prendeu um dos "mais perigosos" mafioso do país, em uma operação no início desta terça-feira, 19. Durante a investida quase 70 pessoas foram detidas, acusadas de pertencerem à Camorra, organização criminosa sediada na região de Nápoles.

 

As autoridades afirmaram que outras dezenas de suspeitos podem ainda ser presos. Policiais na cidade de Caserta, 30 quilômetros ao norte de Nápoles, afirmaram que prenderam Franco Letizia pouco após a meia-noite, em uma residência localizada em uma cidade próxima. Letizia é acusado de comandar um grupo de extorsão e é o suposto chefe do clã Bidognetti, segundo a polícia.

 

Investigadores suspeitam que Letizia, de 31 anos, tomou o comando do clã após a captura de Giuseppe Setola, em janeiro. Setola é acusado de uma série de crimes ocorrida no ano passado para eliminar rivais e punir empresários que se recusavam a pagar proteção à Camorra.

 

Letizia está na lista dos 100 mais procurados da Itália e fugia há mais de um ano. A polícia de Caserta afirmou ter monitorado durante vários meses telefonemas, para descobrir o paradeiro do suspeito.

 

Em uma operação separada, em Nápoles, o chefe de polícia Vittorio Pisani disse que as autoridades conseguiram uma grande vitória sobre o clã Amato-Pagano, da Camorra. O clã Amato-Pagano é atualmente "o mais poderoso na cidade", afirmou Pisani à emissora Sky TG24 TV.

 

Os carabinieri informaram sobre a prisão de pelo menos 67 suspeitos em Nápoles e nas proximidades. O ministro da Defesa, Ignazio La Russa, afirmou em comunicado que a ação era um sério revés para os criminosos, "vinculados ao tráfico de drogas".

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