Polícia italiana prende 30 em operação contra máfia Camorra

Foram detidos os supostos responsáveis pela morte de 6 imigrantes africanos, que colocou o Exército nas ruas

Agências internacionais,

30 de setembro de 2008 | 05h45

A polícia prendeu vários suspeitos de pertencerem à máfia, inclusive três importantes fugitivos que estariam ligados ao assassinato de seis imigrantes africanos perto de Nápoles, no início deste mês, informaram autoridades. Em uma série de operações em Nápoles e nas cidades vizinhas, onde a Camorra atua, a polícia também apreendeu bens no valor total de 100 milhões de euros (US$ 143,5 milhões, ou R$ 275,5 milhões). Foram encontradas duas metralhadoras AK-47, supostamente usadas contra os africanos, segundo a polícia e o governo.   "Nós declaramos guerra à Camorra", afirmou o ministro de Interior, Roberto Maroni. "Nós queremos pressionar como nunca antes e manter essa pressão até a guerra ser ganha". Os três suspeitos - que estavam na lista dos 100 mais procurados na Itália - foram detidos em pequenas vilas na costa perto de Nápoles, segundo Gianfrancesco Siazzu, alto comandante da polícia. Outro homem suspeito de envolvimento no crime contra os africanos também foi preso, na semana passada.   Em uma operação separada, a polícia prendeu 26 suspeitos de integrar a Camorra. Cinco suspeitos permaneciam foragidos, informou a polícia de Caserta, cidade perto de Nápoles que é a base do clã. Os suspeitos foram acusados de associação para a máfia, extorsão, posse ilegal de armas e, em alguns casos, assassinatos e roubos, segundo a polícia. Foram apreendidos dezenas de carros, armas e documentos, além de anotações detalhando as atividades ilegais do grupo.   A Itália enviou mais 500 soldados à cidade de Caserta, em resposta ao assassinato de seis africanos. Após o crime houve um surto de violência na área. A polícia acredita que a Camorra cometeu os crimes para punir os africanos por fazerem concorrência no tráfico de drogas.   Matéria atualizada às 11h30.

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