Polícia portuguesa pode encerrar caso Madeleine

Tablóide britânico afirma que investigações não progrediram e britânica pode nunca ser encontrada

Ansa,

22 de novembro de 2007 | 14h10

A polícia Judiciária portuguesa planeja, apesar do surgimento de novas evidências, encerrar as investigações do desaparecimento da garota britânica Madeleine McCann. Segundo adiantou a edição desta quinta-feira, 22, do tablóide inglês The Sun, os detetives portugueses dispostos para resolver o caso em Praia da Luz, no sul de Portugal, "não estão nem perto" de descobrir o que ocorreu com Madeleine. De acordo com o relato, os especialistas irão retornar para Lisboa em breve e fecharão o caso. "Praticamente estamos no mesmo lugar que começamos", declarou uma fonte da investigação. "Os pais seguem sendo os principais suspeitos de terem escondido o corpo de sua filha, não por sua morte, que provavelmente foi acidental. Mas não há provas concretas a respeito", acrescentou. No entanto, enquanto a polícia portuguesa se prepara para fechar o caso, detetives particulares contratados pelos pais da garota, os médicos Kate e Gerry McCann, seguem trabalhando com a possibilidade de que a menina continua viva. Os especialistas da agência particular de detetives Método 3, com sede em Barcelona, seguem agora a pista da alemã Michaela Walczuch, noiva do britânico Roberto Murat. A sustentada pelos depoimentos de testemunhas, indica que a mulher foi vista no Marrocos com uma garota parecida com Madeleine. Na semana passada, o diretor da Método 3, o espanhol Francisco Marco, afirmou que sua equipe sabe quem esteve por trás do seqüestro de Madeleine. A agência particular conta com mais de 40 detetives trabalhando exclusivamente no caso na França, Inglaterra, Espanha, Portugal e Marrocos. A polícia portuguesa advertiu a Método 3 para que não interfira nas investigações, e, na hipótese de o caso não ser resolvido, Gerry e Kate McCann poderão permanecer como suspeitos por toda a vida.  Os agentes portugueses ainda esperam pelos resultados forenses de DNA do veículo que os McCann alugaram 25 dias após o desaparecimento da garota, e que, segundo versões da polícia, contém fluídos corporais da garota. O chefe da investigação, Paulo Rebelo, planeja interrogar novamente o casal e aos amigos os acompanhavam no jantar na noite do desaparecimento em Praia da Luz. "Esperamos que a polícia portuguesa continue com suas investigações e não se detenha na hora de estabelecer a verdade", declarou o porta-voz oficial dos McCann, Clarence Mitchell. "Temos toda a confiança na Método 3, que está contente em compartilhar informação com a polícia. Tudo o que faz está dentro da lei", continuou.

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