Polícia portuguesa repassa caso Madeleine para Promotoria

Justiça decide agora se os pais da menina de quatro anos serão indiciados pelo seu desaparecimento

Reuters e Associated Press,

11 de setembro de 2007 | 11h04

A polícia portuguesa repassou nesta terça-feira, 11, à Promotoria, os documentos do caso envolvendo o desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann, 4, e o órgão deve decidir se denunciará ou não os pais dela por envolvimento no suposto crime.  Veja também: Vivemos um constante pesadelo, diz pai de Madeleine Polícia identifica fios de cabelo de Madeleine em carroDNA na mala do carro é de Madeleine, diz TimesGerry e Kate McCann partiram rumo ao Reino Unido no domingo depois de terem sido declarados suspeitos pelo sumiço de Madeleine no dia 3 de maio, do quarto de um apartamento no balneário de Algarve enquanto os dois jantavam perto dali.O casal negou qualquer envolvimento no caso. Parentes afirmaram que os McCann regressariam a Portugal se a polícia assim o desejasse."A informação que tenho é de que os arquivos seriam entregues hoje. Mas não posso confirmar isso", afirmou Olegário de Sousa, porta-voz da polícia portuguesa.Uma porta-voz da Promotoria disse que não faria comentários sobre o caso. Segundo ela, o procurador-geral deve divulgar um comunicado ainda na terça-feira a respeito do assunto.O inquérito sobre o desaparecimento contém mais de mil páginas. Nenhuma das fontes se pronunciou sobre as conclusões da polícia porque a investigação transcorre em segredo de justiça.Os arquivos incluem os resultados de exames forenses realizados em material colhido em vários locais da Praia da Luz, de onde Madeleine desapareceu, e os interrogatórios realizados com os McCann. Os dois foram interrogados durante várias horas na semana passada.A prova forense poderia decidir se o DNA de Madeleine estava no carro alugado pelos McCann depois do desaparecimento da menina. Alípio Ribeiro, chefe da polícia judicial encarregada de investigar o caso, afirmou que as provas não eram conclusivas."Recebemos várias análises, mas nenhuma delas conseguiu atingir 100% de certeza. Em outras palavras, não conseguimos dizer se o sangue pertence a A ou a B", disse ao canal de TV RTP em uma entrevista divulgada na noite de segunda-feira.Depois do sumiço de Madeleine, os McCann lançaram uma grande campanha na Europa toda tentando encontrá-la. A polícia afirmou acreditar que a garota esteja morta.A Promotoria decidirá se há provas suficientes para realizar novas exigências dos McCann ou até mesmo para acusá-los formalmente de envolvimento no suposto crime.O órgão também pode resolver que as provas são insuficientes e que a polícia precisa continuar investigando.Kate McCann afirmou a um jornal que os detetives portugueses pressionaram-na para que confessasse ter matado acidentalmente a própria filha. "Eles querem que eu minta. Estão tentando me incriminar", disse, segundo a edição do jornal Sunday Mirror publicada no domingo passado. Além dos pais de Madeleine, há pelo menos um terceiro suspeito: Robert Murat, um britânico que morava perto do hotel onde Madeleine foi vista pela última vez. Ele não foi indiciado e alega inocência. Madeleine desapareceu enquanto dormia com seus irmãos mais novos em um quarto de um resort na Praia da Luz, em Portugal, enquanto os pais jantavam com amigos.

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